Cabo Verde recebe Fórum de Investimento da África Lusófona com foco na energia, logística e turismo
Cabo Verde is hosting the Lusophone Africa Investment Forum to attract private investment. The event is promoted by the International Finance Corporation, which is part of the World Bank Group. Participants include investors, business leaders, and financial institutions from the six official Portuguese-speaking African countries and other international markets. Registration for the forum reached maximum capacity. This gathering allows Cabo Verde to present its priorities in strategic sectors. The goal is to diversify the national economy through energy, logistics, and tourism.
A iniciativa é promovida pela Corporação Financeira Internacional (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, e reúne investidores, decisores públicos e privados, empresários e instituições financeiras dos seis países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), além de representantes de outros mercados internacionais. Segundo a organização, as inscrições encerraram depois de atingida a lotação máxima, sinal do interesse dos investidores e parceiros nas oportunidades económicas da região. Para Cabo Verde, o encontro representa uma oportunidade para apresentar prioridades e atrair investimento privado para setores considerados estratégicos para a diversificação da economia e a criação de emprego, nomeadamente a conectividade, a energia e o turismo. Entre os participantes confirmados estão representantes de empresas como a Vinci Concessions, o Lobito Atlantic Railway, o Grupo Coris, o Grupo Carrinho, a Inalca, o HBD Príncipe e a RIU Hotels & Resorts. «Acolher pela segunda vez o Fórum de Investimento da África Lusófona confirma Cabo Verde como ponto de encontro entre mercados, investidores e oportunidades», afirmou Indira Campos, representante residente do Grupo Banco Mundial em Cabo Verde. A responsável defendeu que o encontro deve traduzir-se em investimento concreto em infraestruturas, energia mais limpa e acessível e num turismo com maior ligação à produção nacional. O objetivo, acrescentou, é transformar o investimento privado em emprego, rendimento para as famílias e desenvolvimento sustentável. Energia e conectividade entre as prioridades O programa prevê três momentos dedicados à apresentação das oportunidades de investimento em Cabo Verde. O primeiro centra-se nos corredores logísticos e na conectividade, com destaque para infraestruturas, transportes e serviços capazes de reforçar a integração do arquipélago nas rotas comerciais regionais e internacionais. A energia será outro dos temas centrais, com a apresentação do Pacto Nacional para a Energia de Cabo Verde, no âmbito da iniciativa Missão 300, desenvolvida pelo Grupo Banco Mundial e pelo Banco Africano de Desenvolvimento. O programa pretende garantir acesso à eletricidade a 300 milhões de africanos até 2030. A sessão deverá apresentar as prioridades nacionais e as oportunidades de participação do setor privado na expansão do acesso à eletricidade, no desenvolvimento das energias renováveis e na modernização das infraestruturas energéticas. O turismo, um dos principais motores da economia cabo-verdiana, será o terceiro eixo de discussão. A organização pretende identificar oportunidades para diversificar a oferta turística, reforçar a competitividade do destino e aumentar os benefícios económicos do setor para o país. Hotelaria e produção nacional O Fórum inclui ainda uma sessão dedicada ao reforço das cadeias de valor agrícolas e ao aprovisionamento local da hotelaria. A iniciativa pretende aproximar produtores nacionais, empresas agrícolas, unidades hoteleiras, distribuidores e instituições financeiras, procurando soluções para aumentar a participação dos produtos cabo-verdianos no abastecimento dos hotéis. A aposta visa reforçar as ligações entre o turismo e a produção nacional, criando oportunidades para os produtores locais beneficiarem da atividade hoteleira. Nos últimos cinco anos, a IFC investiu e mobilizou cerca de 1,2 mil milhões de dólares nos PALOP, através de dez projetos em setores considerados estratégicos para o crescimento económico, a criação de emprego e o desenvolvimento sustentável.