Justiça determina indenização de R$ 100 mil para investigador agredido por PMs no carnaval de Salvador; vítima perdeu quatro dentes
A court in Bahia ordered the state government to pay 100,000 reais in moral damages to a Civil Police investigator. The victim was assaulted by military police officers during the 2023 carnival in Salvador. This assault resulted in the investigator losing four teeth. The incident occurred while he was off duty and watching parade floats in the Barra-Ondina circuit. The decision was issued on October 19 and is still subject to appeal. The state government has not yet responded to requests for comment.
Justiça determina indenização para investigador agredido por PMs no carnaval de Salvador A Justiça da Bahia determinou que o Governo do Estado pague R$ 100 mil, por danos morais, ao investigador da Polícia Civil (PC) que foi agredido por policiais militares no carnaval de Salvador de 2023. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc) nesta quinta-feira (29). A decisão é de 19 de outubro e ainda cabe recurso. O g1 entrou em contato com o governo, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Adson Gomes Miranda estava de folga e assistia ao desfile de trios elétricos no circuito Barra-Ondina, na orla da cidade, quando foi atingido por golpes de cassetete, murros e pontapés. A ação cometida por agentes do do Batalhão de Choque da Polícia Militar foi filmada por uma testemunha. (Assista abaixo) 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Nas imagens, é possível ver que nem mesmo depois que o homem caiu os militares pararam. A agressão só foi encerrada depois que uma ambulante se aproximou e protegeu o investigador. Justiça determina indenização de R$ 100 mil para investigador agredido por PMs no carnaval de Salvador; vítima perdeu quatro dentes Reprodução/TV Bahia Na decisão, a Justiça reconheceu a responsabilidade do Estado e rejeitou a alegação de que os policiais teriam agido para apartar uma briga ou em legítima defesa, diante da ausência de provas. Foram considerados: o inquérito da Corregedoria da Polícia Militar; os laudos médicos que, além da perda dos dentes, atestaram fratura na face e lesão no olho esquerdo; o acompanhamento psiquiátrico; e o vídeo da agressão. Investigador citou racismo na época Investigador da Polícia Civil é agredido por PMs no Carnaval de Salvador Em entrevista à TV Bahia, dias depois da agressão, Adson Gomes Miranda relatou os momentos de tensão vividos. Na ocasião, ele apontou racismo na ação dos policiais militares. "É por que eu sou rastafári? É por que eu sou negro? Eu não tenho direito de ir para festas, de curtir naquele local? O caso está repercutindo porque sou policial, mas quantos outros estão internados?". "Se o negro não tem direito de ir para o Carnaval, baixem um decreto dizendo: 'só vai branco no carnaval da Bahia e negro a gente não tolera, vamos te bater e te matar'', desabafou. O investigador disse também que achou que iria morrer quando as agressões começaram. "Eles estavam atrás de mim, não vi que estavam passando. Depois que recebi a pancada, me virei para ver o que tinha acontecido, já que o tri-elétrico nem tinha passado ainda, não havia confusão. Ele me deu a segunda [pancada] e me empurrou. Eu pensei que ia morrer naquele momento", contou. Pessoas que estavam no local filmaram a agressão Redes sociais Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻