UE anuncia cooperação na investigação do acidente ferroviário em Espanha
European Commissioner for Sustainable Transport and Tourism Apóstolos Tzitzikostas announced that the European Railway Agency will support the investigation into a high-speed train collision in Spain. The Spanish investigation authority requested this technical assistance. Tzitzikostas stated that the process will examine the facts to determine the cause of the crash. He noted that it is too early to draw conclusions about the accident. The commissioner expressed his commitment to ensuring safety in mobility.
O comissário europeu para os Transportes Sustentáveis e Turismo, Apóstolos Tzitzikostas, anunciou hoje, em Bruxelas, que "a autoridade de investigação espanhola pediu à Agência Ferroviária Europeia que apoiasse a investigação", acrescentando que esta "prestará toda a assistência técnica necessária, enquanto a investigação continuar" às causas da colisão entre dois comboios de alta-velocidade (TGV, na sigla francesa). O comissário acrescentou que a investigação "irá averiguar os factos", destacando ser ainda cedo para tirar conclusões sobre o "horrível acidente de comboio". Tzitzikostas reiterou o seu compromisso com a segurança na mobilidade. "Para todos os tipos de transporte, a segurança será sempre a minha prioridade absoluta, a segurança não é negociável", salientou. O acidente ferroviário em Urda, Toledo, de 28 de outubro, matou 69 pessoas, sendo o segundo com vítimas mortais este ano com comboios de alta velocidade em Espanha, depois de em 18 de janeiro terem morrido 46 pessoas em Adamuz, Córdova. O ministro dos Transportes espanhol, Oscar Puente, pediu a demissão na terça-feira, na sequência do acidente. Inaugurada em 1992, Espanha possui uma rede ferroviária de alta velocidade de 3.993 quilómetros, que liberalizou e abriu à concorrência no final de 2020. Três companhias operam comboios de alta velocidade no país e a abertura à concorrência fez disparar o número de passageiros para perto de 44,5 milhões em 2025 (o dobro de 2019), provocando uma intensidade de utilização que resultou no desgaste acelerado do material circulante e da infraestrutura, segundo especialistas. Sindicatos e especialistas denunciam ainda que esse crescimento não foi acompanhado de um reforço correspondente e suficiente de meios humanos e de investimento em manutenção.