Morte do jogador Bismarck em Natal: o que se sabe e o que falta esclarecer
Jogador de futebol é morto a tiros em Natal O jogador de futebol Bismarck, de 36 anos, foi morto a tiros na madrugada desta sexta-feira (6), em um bar no Beco da Lama, no Centro de Natal. Segundo informações preliminares da Polícia Civil, o crime pode ter sido motivado por ciúmes, após um desentendimento entre o atleta e um homem que estava no estabelecimento. O sepultamento do jogador está marcado para às 10h deste sábado, no Cemitério do Alecrim. Outra pessoa também foi baleada na ocorrência e recebeu atendimento médico. Bismarck chegou a ser socorrido para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, mas não resistiu aos ferimentos. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Jogador de futebol é morto a tiros em Natal Pai de Bismarck relembra sonho não realizado de vê-lo jogar no ABC 'Era um menino bom, muito querido', diz pai de jogador O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio e tentativa de homicídio. Até a última atualização das informações divulgadas, a polícia não havia apresentado detalhes sobre a identificação do suspeito ou informado sobre uma eventual prisão. Veja abaixo o que se sabe e o que ainda falta esclarecer sobre o caso. Jogador Bismarck foi morto a tiros em Natal Luminense/Divulgação O que se sabe sobre o crime? Bismarck estava em um bar no Beco da Lama, na Rua Vaz Gondim, no bairro Cidade Alta, quando houve um desentendimento com um homem, segundo informações preliminares da Polícia Civil. A suspeita inicial é de que a discussão tenha sido motivada por ciúmes. De acordo com a polícia, o homem teria deixado o estabelecimento e retornado em seguida, quando efetuou disparos contra duas pessoas. Bismarck e a outra vítima foram socorridos para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. O jogador morreu na unidade de saúde, enquanto a segunda pessoa atingida recebeu atendimento médico. O que falta esclarecer? A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação. Até o momento, não há informações sobre quem é o suspeito de efetuar os disparos nem se ele foi identificado ou preso. Também não há confirmação de que os ciúmes tenham sido, de fato, a motivação do crime. A hipótese foi apontada pela polícia como uma linha inicial, a partir do desentendimento que teria ocorrido no bar. A investigação deve esclarecer as circunstâncias da discussão, a dinâmica dos disparos e a responsabilidade pelo homicídio e pela tentativa de homicídio. Morre aos 36 anos o meia Bismarck, campeão piauiense com River-PI e Fluminense-PI Quem era Bismarck? Natural de Natal, Bismarck Vinicyus Freire do Nascimento construiu uma carreira de quase 20 anos no futebol. Ele começou a jogar ainda criança, em um projeto na comunidade do Passo da Pátria, onde cresceu. Na adolescência, foi aprovado em um teste e seguiu para o Fortaleza, clube pelo qual se profissionalizou e conquistou três Campeonatos Cearenses consecutivos, entre 2008 e 2010. Ao longo da carreira, passou por cerca de 30 clubes de 13 estados brasileiros, além de uma equipe da Tunísia. Entre os times que defendeu estão Campinense, CSA, Santa Cruz, Botafogo-PB, Vila Nova e Globo FC, do Rio Grande do Norte. Um dos principais títulos foi a Copa do Nordeste de 2013, conquistada pelo Campinense. Ele também venceu a Série D do Campeonato Brasileiro pelo Guarany de Sobral, em 2010, e foi campeão piauiense pelo River-PI e pelo Fluminense-PI. Em 2026, o meia atuou por Luminense, Parnahyba e Rio Branco-PR. Recentemente, havia acertado sua ida para o Olímpia, do Maranhão, para disputar o Campeonato Maranhense de 2027. Bismarck deixa três filhos, de 16, 7 e 3 anos. Ele também mantinha vínculos com a comunidade do Passo da Pátria, onde era conhecido como B10. Sonho de jogar em Natal Apesar de ter construído carreira em clubes de diferentes estados e também no exterior, Bismarck ainda tinha o desejo de defender uma equipe da capital potiguar. Em 2016, em entrevista ao GloboEsporte.com, o jogador já havia falado sobre a vontade de jogar por um time de Natal. O pai torcia pelo ABC, enquanto a mãe era torcedora do América-RN. Ailton contou que gostaria de ver o filho vestindo a camisa do Alvinegro e acompanhá-lo de perto no estádio. “Eu queria que ele jogasse para o ABC, para ver a torcida gritando o nome dele”, disse. Bismarck deixa três filhos, de 16, 7 e 3 anos, segundo o pai. A morte do jogador também provocou comoção na comunidade do Passo da Pátria, onde ele cresceu e mantinha vínculos. Ailton afirmou que espera que o responsável pelo crime seja identificado e preso. “Quanto mais rápido pegar ele, melhor”, declarou. Assista à entrevista do meia Bismarck, do Parnahyba, em embarque do grupo para Marabá