Mozambique



Presidente Nyusi exige solução rápida ao exército para conter terrorismo em Cabo Delgado, ...

Após mais um ataque mortífero na Província de Cabo Delgado o Presidente Filipe Nyusi exigiu às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) uma solução rápida. Porém o professor João Feijó alertou que “é preciso repensar esta solução militar
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Presidente Nyusi exige solução rápida ao exército para conter terrorismo em Cabo Delgado, ...

Após mais um ataque mortífero na Província de Cabo Delgado o Presidente Filipe Nyusi exigiu às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) uma solução rápida. Porém o professor João Feijó alertou que “é preciso repensar esta solução militar, ela não vai resolver nada” pois o terrorismo que dura há 2 anos no Norte do país estará relacionado com a pobreza generalizada, o aumento de expectativas sociais frustradas e movimentos de extremismo identitário tendo constatado ainda que “as zonas onde há mais ataques são as zonas onde há menos votos no partido Frelimo”.     Pelo menos 12 civis foram assassinados nesta segunda-feira (23) nos mais recentes ataques protagonizados por desconhecidos que continuam a semear o terror na Província de Cabo Delgado. Duas das vítimas, de acordo com o Centro de Integridade Pública, eram camponeses do sexo masculino, com idades entre 28 a 30 anos, que foram mortos e esquartejados na povoação de Limala, localidade de Mengueleua, no Distrito de Muidumbe. Cerca das 18 horas do mesmo dia, no Posto Administrativo de Mbau, a 83 km da vila sede do Distrito de Mocímboa da Praia, outros dez civis foram assassinados, um grande número de residências foi incendiado incluindo a sede local do partido Frelimo. Presume-se que estes dois ataques tenham sido obra dos grupos que aterrorizam o norte de Cabo Delgado desde Outubro de 2017 e que são apelidados pelos locais de “Al Shabaab”, por ser constituídos por jovens. Na terça-feira (24), dirigindo-se aos oficiais generais das FADM, que o foram saudar por ocasião da passagem dos 55 anos do desencadeamento da Luta Armada de Libertação Nacional, o Chefe de Estado exigiu uma “resposta eficiente” face aos ataques, de modo a restaurar-se a paz, segurança e tranquilidade para a população das áreas afectadas. “Já está a ficar tarde para cuidar deste assunto”, enfatizou Nyusi instando os líderes do exército a reverterem o actual cenário que leva a população a pensar que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique não estão a fazer nada. “Valorizem a história dos heróis do 25 de Setembro de 1974, criando condições para erradicar a violência que ameaça a população de Cabo Delgado e garantir a manutenção da paz em todo o território nacional”, apelou ainda o Comandante em Chefe de todas as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique. Contudo João Feijó, Doutorando em Estudos Africanos e autor de investigação recente sobre a violência na Província de Cabo Delgado, disse recentemente que: “É preciso repensar esta solução militar, ela não vai resolver nada, pelo contrário as evidências demostram que as prisões são centros de formação de indivíduos extremistas e assim que são libertos ninguém sabe para onde é que eles vão e desconfia-se que se juntem aos movimentos insurgentes”. “Evidências demonstram que Moçambique sempre foi um palco de intensas violências” Orador na Conferência que o Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE) organizou recentemente em Maputo o académico sugeriu várias hipóteses para lidar com o terrorismo no Norte de Moçambique “mas acima de tudo mais pesquisa, ainda há muitas pontas soltas por explicar”, além disso “são precisas muitas políticas de inclusão económica, são precisos grandes investimentos inclusivos na zona Norte que apoiem os pequenos negócios e muita formação, Palma não tem sequer um centro de formação”. Das pesquisas que tem realizado na Província de Cabo Delgado o professor Feijó considera a pobreza generalizada e histórica como uma das prováveis causas.“Se mapearmos alguns indicadores sociais como a taxa de analfabetismo constatamos que o Norte é uma zona muito marcada pelo analfabetismo, mesma coisa em relação a assistência de Saúde, acesso a energia em todo o Sul e Maputo contrastam fortemente com as zonas Centro e Norte do país, existem grandes assimetrias geográficas e que depois isso é interiorizado pelas populações locais como alvo de exclusão por parte de um grupo que tem acesso ao poder político e económico em prejuízo do meu grupo”. Outra hipótese argumentada por João Feijó é que “Cabo Delgado é um palco de grande investimento económico desde 2009/2010 quase que todos dias havia descoberta de recursos naturais, toda a pompa com que foi anunciado este investimento da Anadarko isto é criado de expectativas junto das população, e as expectivas estão relacionadas com questões imediatas: emprego, rendimento e melhoria de vida”. “A província e todo o país tem um longo história de violência, insistimos cada vez menos na ideia que moçambicano é uma pessoa pacífica, isto é um mito, não corresponde à verdade, as evidências demonstram que Moçambique sempre foi um palco de intensas violências: escravatura, trabalho forçado, massacres coloniais, a guerra de libertação, as retaliação, os aldeamentos colónias e as aldeias comunais, a guerra dos 16 anos, Cabo Delgado foi palco disto tudo e mais recentemente assistimos a violência pós eleitoral em Mocímboa da Praia e Montepuez, tivemos lichamentos em Muidumbe, mais a sul na costa da Província de Nampula temos cenários de muita violência em Nacala-Porto e em Angoche. Quando dizemos que o moçambicano é uma pessoas pacífica, normalmente por oposição ao sul-africano que bate a polícia, as evidências demonstram o contrário”, recordou o académico. “As zonas onde há mais ataques são as zonas onde há menos votos no partido Frelimo” Feijó, que é investigador do Observatório do Meio Rural, constatou na sua pesquisa que “grande parte da juventude de Cabo Delgado encontrou na exploração ilegal dos recursos naturais um modo de vida, era o único modo de vida alternativo a agricultura. A agricultura não é rentável, é normalmente associada a pobreza e é considerada uma actividade socialmente desprestigiante porque não permite obter rendimentos para melhorar a minha vida, ter acesso a consumo e distinção social”. “A população entendia que durante o Governo de Guebuza o Presidente deixava andar, podíamos explorar à vontade marfim e pedras. Quando chega Nyusi nos deixa mais fazer negócios, a verdade é que o Estado procurou formalizar uma economia totalmente caótica, assistimos a Operação Tronco, assistimos à queima do marfim, a expulsão de todos aqueles jovens que viviam nas margens do garimpo, há uma ruptura drástica e simultânea num curto espaço de tempo das actividades de sobrevivência de dezenas de milhares de indivíduos, isto acontece até 2016 e em 2017 iniciam estes novos ataques. Na verdade eles já existiam, a violência em Cabo Delgado assume hoje uma nova forma mas não é uma novidade, talvez seja uma novidade nas práticas e na forma como se manifesta, alguns requintes que não existiam, como cortar membros que não existia”, assinalou o professor. Outras hipóteses avançadas por João Feijó relacionam o terrorismo aos dramas e conflitos que surgem dos reassentamentos populacionais. “A frustração das expectativas foi evidente, cria-se esta ideia de nós naturais contra os vientes, os Norte versus os Sul, nacionais versus estrangeiros, as tensões entre mwanis e Macondes também se confunde com Renamo e Frelimo porque a população da costa vota num e a do planalto noutro partido”. “Se nós sobrepusermos o mapa do voto eleitoral num mapa de onde os ataques tem sido registados vamos encontrar uma sobreposição, as zonas onde há mais ataques são as zonas onde há menos votos no partido Frelimo, normalmente o partido Frelimo perde nesta zonas onde tem havido ataques, nestas zonas há um grande história de oposição, de protesto”, sugeriu o investigador que indicou também que “o Norte de Moçambique é uma entrada de droga, a chamada Rota do Sul que vem do Afeganistão, passa por toda costa oriental africana e acaba por ir até a África do Sul”. “Depois temos uma juventude com características muito específicas, a pirâmide demográfica de Moçambique é muito jovem, se compararmos 2017 e 2027 nota-se que a população com idades compreendidas entre os 15 e os 30 anos vai aumentar, é uma população muito nevrálgica. A população entre os 15 e os 29 anos, que está a entrar na vida activa, ainda não tem experiência profissional, não tem contactos, não capital para investir é aquela população que é globalmente a mais vulnerável ao desemprego e a problemas de integração social, é a população que é categorizada no waithood, a idade de espera, ainda não são adultos economicamente. Adulto economicamente é ter um emprego, um rendimento, é ter capacidade de consumo e poder ter um terreno, construir casa, ter família, ter as suas condições de reprodução social”, notou o professor universitário. Terrorismo “começou a ser varrido da Somália para o Quénia, do Quénia para Tanzânia, da Tanzânia acabou por chegar a Cabo Delgado” Na perspectiva de João Feijó este “é um grupo geralmente problemático em termos sociais porque tem expectativas e tem uma posição rebelde. Por outro lado essa juventude nasce hoje numa sociedade que continua muito marcada pela pobreza mas que é uma sociedade que é cada vez mais de consumo, estes jovens tem hoje contacto com as pequenas vilas, pequenas cidades onde vem tudo que é da globalização e isto cria aquelas expectativas, isso é explosivo”. Outra hipótese considerada pelo académico é o contexto regional, “a zona de Cabo Delgado historicamente integrada no Estado de Zanzibar, não é de agora que os jovens vão estudar para a Arábia Saudita ou outros países estrangeiros, os jovens estão inseridos em redes migratórias regionais desde dos tempos pré-coloniais, antes da presença europeia”. “Hoje há expansão da televisão por satélite que divulga novas identidades do islão, no Quénia e na Somália surgiram alguns grupos híper identitários com alguma intolerância religiosa, estes grupos alguns organizaram ataques, no Quénia houve um shopping e uma universidade atacados, a verdade é que as resposta do Quénia sempre foram muito frágeis, no sentido que as instituições do Estado não tem capacidade de investigação criminal para encontrar as provas e identificar as pessoas e os tribunais acabaram por libertar, noutras situações foram procuradas soluções extra judiciais, ou seja as pessoas foram simplesmente assassinadas, a verdade é que isto criou um sentimento de exclusão dos povos da costa, maioritariamente islâmicos, que começaram a transformar este fenómeno em religioso que num fundo tem uma conotação social, esse problema começou a ser varrido da Somália para o Quénia, do Quénia para Tanzânia, da Tanzânia acabou por chegar a Cabo Delgado”, concluiu.

Continuação de tempo fresco e chuvas fracas nesta 5ª feira em Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta esta quinta-feira (26) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado localmente muito nublado. Possibilidade de chuvas fracas locais. Ve
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Continuação de tempo fresco e chuvas fracas nesta 5ª feira em Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta esta quinta-feira (26) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado localmente muito nublado. Possibilidade de chuvas fracas locais. Vento de sueste a sudoeste fraco a moderado soprando por vezes com rajadas moderadas a fortes. Para as províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala céu pouco nublado localmente muito nublado. Possibilidade de chuvas fracas localmente moderadas na faixa costeira de Sofala. Vento de sueste a sudoeste fraco a moderado soprando por vezes com rajadas moderadas a fortes. Nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo céu pouco nublado localmente muito nublado. Possibilidade de chuvas fracas principalmente ao longo da faixa costeira. Vento de sueste fraco a moderado, soprando com rajadas principalmente na faixa costeira. Eis as temperaturas previstas: Cidade Tempo Máx ºC Mín ºC Maputo 24 15 Xai-Xai 22 16 Inhambane 22 18 Vilankulo 23 17 Beira 23 18 Chimoio 20 12 Tete 26 19 Quelimane 26 17 Nampula 26 18 Pemba 28 20 Lichinga 25 12  

Dia das Forças Armadas de Moçambique fresco e com chuviscos

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta quarta-feira (25), Dia das Forças Armadas em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado localmente nublado. Possibilidade de chuviscos
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Dia das Forças Armadas de Moçambique fresco e com chuviscos

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta quarta-feira (25), Dia das Forças Armadas em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado localmente nublado. Possibilidade de chuviscos dispersos. Vento de sueste fraco a moderado soprando por vezes com rajadas. Para as províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala céu muito nublado. Possibilidade de chuvas fracas localmente moderadas. Vento de sueste fraco a moderado soprando por vezes com rajadas moderadas. Nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo céu geralmente muito nublado. Possibilidade de chuviscos ou chuvas fracas. Vento de sueste fraco a moderado, soprando com rajadas moderadas a fortes principalmente na faixa costeira. Eis as temperaturas previstas: Cidade Tempo Máx ºC Mín ºC Maputo 23 16 Xai-Xai 22 18 Inhambane 22 18 Vilankulo 24 19 Beira 26 21 Chimoio 20 15 Tete 31 20 Quelimane 28 20 Nampula 30 18 Pemba 29 22 Lichinga 27 13  

Mais mortes na campanha da reeleição de Filipe Nyusi

Mais sete pessoas envolvidas na campanha do partido Frelimo para a reeleição de Filipe como Presidente de Moçambique morreram, desta vez na Província de Tete, quando um camião de caixa aberta onde eram transportados, com outras seis dezenas de cidadãos
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Mais mortes na campanha da reeleição de Filipe Nyusi

Mais sete pessoas envolvidas na campanha do partido Frelimo para a reeleição de Filipe como Presidente de Moçambique morreram, desta vez na Província de Tete, quando um camião de caixa aberta onde eram transportados, com outras seis dezenas de cidadãos, despistou-se e capotou na descida do monte Maloera. O camião transportava militantes e simpatizantes do partido Frelimo que regressavam às suas residências após terem participado num comício da campanha eleitoral de Filipe Nyusi na vila do Songo, distrito de Cahora Bassa, a centenas de quilómetros dos seus locais de origem. “O carro começou a abanar, nos assustamos e o carro aumentou de velocidade. O motorista não conseguia travar, tentou curvar e não conseguiu até que o carro capotou e caímos”, contou Banda Inácio, um dos sobreviventes da tragédia, ao Centro de Integridade Pública (CIP). “Três pessoas morreram no local”, referiu. Os correspondentes do CIP no distrito de Mágoè contabilizaram sete óbitos confirmados no distrito em conexão com o acidente, incluindo dois irmãos. Houve registo de 56 feridos. Estas vítimas elevam para 31 os mortos durante a campanha para a Eleições Gerais de 15 de Outubro, após eventos do partido Frelimo que aparentemente para encher os comício do seu candidato presidencial movimenta os seus simpatizantes de membros de um distrito para outro.

Cidadã violada e assassinada na Cidade da Beira

Uma cidadã de 40 anos de idade foi assassinada no passado sábado (21), após ter sido aparentemente violada sexualmente, na Cidade da Beira, na Província de Sofala. O crime aconteceu durante a madrugada no bairro da Munhava e o corpo da vítima foi enco
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Cidadã violada e assassinada na Cidade da Beira

Uma cidadã de 40 anos de idade foi assassinada no passado sábado (21), após ter sido aparentemente violada sexualmente, na Cidade da Beira, na Província de Sofala. O crime aconteceu durante a madrugada no bairro da Munhava e o corpo da vítima foi encontrado sem roupa interior e com golpes de arma branca na região do pescoço. Uma testemunha disse a jornalistas que a finada lhe confidenciou horas antes de ter sido assassinada que estava a ser alvo de ameaças sem no entanto indicar por quem.

Presidente Nyusi gazeta Cimeira de Acção sobre o Clima

Embora seja um dos países no mundo mais afectados pelas Mudanças Climáticas, causadoras dos recentes ciclones Idai e Kenneth, Moçambique não se fez representar ao mais alto nível na Cimeira de Acção sobre o Clima que decorreu nesta segunda-feira (23)
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Presidente Nyusi gazeta Cimeira de Acção sobre o Clima

Embora seja um dos países no mundo mais afectados pelas Mudanças Climáticas, causadoras dos recentes ciclones Idai e Kenneth, Moçambique não se fez representar ao mais alto nível na Cimeira de Acção sobre o Clima que decorreu nesta segunda-feira (23) durante a 74ª Sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Dezenas de Chefes de Estado reuniram-se na cidade norte-americana de Nova Iorque para o encontro mais importante sobre o clima desde a assinatura do Acordo de Paris de 2015. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse querer aproveitar a presença de dirigentes e jornalistas de todo o mundo para dar enfâse à questão das Mudanças Climáticas. “O meu principal objectivo”, disse Guterres num encontro com jornalistas, “é fazer o máximo de barulho possível e fazer o máximo possível para apoiar os muitos actores envolvidos nesta questão”. As Nações Unidas deram primazia aos chefes de Estado com planos concretos e realistas que poderão ser incluídos nos planos da organização para a neutralidade na emissão de carbono até 2050, medidas para pôr fim ou reduzir substancialmente os subsídios aos combustíveis fosseis, introdução de impostos sobre o uso de energia que emita carbono e promessas de proibir a construção de mais centrais eléctricas a carvão a partir do final do próximo ano. Filipe Nyusi, o Presidente de um dos países mais massacrados pelas Mudanças Climáticas este ano e que futuramente sentirá deverá sofrer novas calamidades naturais, gazetou a Cimeira de Acção sobre o Clima e dando primazia a campanha para a sua reeleição. Nem mesmo o ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural descolou-se aos Estados Unidos para o encontro. Além disso Nyusi, que promete saúde para todos os moçambicanos, gazetou também o primeiro encontro de alto nível sobre Cobertura Universal de Saúde onde foram lançados novos esforços para proporcionar acesso para todos a sistemas de saúde inclusivos, resilientes e acessíveis. Entretanto o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, vai representar o Presidente da República na 74ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas só a partir desta terça-feira (24) na cidade de Nova.

“O maior crime da Frelimo não é a corrupção, é a destruição da Educação” em ...

Há poucos dias dos moçambicanos elegerem o seu 5º Presidente, um novo Parlamento e pela primeira vez Governadores provinciais o professor de Ciência Política e Administração Pública, Adriano Nuvunga, avaliou as eleições do próximo dia 15 como as
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“O maior crime da Frelimo não é a corrupção, é a destruição da Educação” em ...

Há poucos dias dos moçambicanos elegerem o seu 5º Presidente, um novo Parlamento e pela primeira vez Governadores provinciais o professor de Ciência Política e Administração Pública, Adriano Nuvunga, avaliou as eleições do próximo dia 15 como as “menos competitivas na negativa. A qualidade dos candidatos é baixíssima, é a mais baixa de sempre”. O também director Centro para a Democracia e Desenvolvimento declarou ao @Verdade que: “O maior crime da Frelimo não é a corrupção, é a destruição da Educação”. Subiu para 31 pessoas as vítimas mortais a campanha para as Eleições Gerais no nosso país Adriano Nuvunga considerou que “esta é não propriamente violenta, 1999 foi uma campanha violentíssima, 2004 foi uma campanha violentíssima, Gaza sobretudo, e 2009 também, mas houve menos mortes nesse tempo”. “Mas uma coisa que houve também nesse tempo é que a imprensa estava muito mais activa e era muito mais independente. A imprensa hoje não está independente. A imprensa, as televisões cobrem dentro de uma estrutura propagandística. Na primeira eleição só havia TVM mas o Savana teve um papel histórico, o Metical teve um papel histórico, nessa altura lia-se jornais mas agora é tudo fast-food das televisões, e todas as televisões estão manipuladas, todas elas com a excepção da RTP. Esse é o figurino neste momento, há muita coisa que ocorre que a imprensa não mostra. Os helicópteros de Nyusi ninguém mostra, ninguém vai mostrar mas os próprios jornalistas andam lá dentro, mas não mostram. A real logística não é mostrada, em termos de liberdade de imprensa estamos piores”, avaliou o académico. Nuvunga, que é professor do Departamento de Ciência Política e Administração Pública da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), afirmou ao @Verdade que o pleito que se avizinha será o “menos competitivas na negativa. A qualidade dos candidatos é baixíssima, é a mais baixa de sempre. A qualidade do debate político em moçambicana teve que ser rebaixado para se encaixar ao nível da qualidade dos candidatos que nós temos, são eleições competitivas em baixa não na alta onde já estivemos”. “Para as Legislativas temos os candidatos piores candidatos de sempre, os próximos parlamentares, comparado com os antigos membros do Parlamento, teremos menos qualidade olhando para os candidatos. Em termos de Assembleias províncias é mesma coisa, agora temos um elemento que são os governadores provinciais que um e outro candidato como o Manuel de Araújo, o Júlio Parruque fez um trabalho em Cabo Delgado, como jovem, conseguiu comunicar-se relativamente bem com a população, mas depois não se encontra mais nada”, argumentou Adriano Nuvunga que caracterizou “Os outros todos candidatos da Frelimo são funcionários públicos”. “O problema é que tanto a Frelimo, a Renamo e o MDM são partidos estruturalmente corruptos” Questionado pelo @Verdade como é possível a qualidade dos candidatos ser “baixa” tendo em conta que nunca houve tantos moçambicanos a estudar e milhares deles com cursos superiores o professor da UEM declarou: “O maior crime que a Frelimo fez foi destruir a Educação no nosso país. O maior crime da Frelimo não é a corrupção, é a destruição da Educação. Hoje estamos a falar de dívidas ocultas , o custo económico e social das dívidas ilegais e da corrupção tudo junto é pequeno comparado com o custo da destruição da Educação no nosso país”. “Veja a destruição da Universidade Pedagógica (UP), o Presidente Nyusi destruiu a UP por argumentos sem qualidade. A UP estava-se a organizar-se a fazer coisas de qualidade, eu sou da UEM mas a UP era melhor que a UEM. A UEM tem o estatuto da maior, a mais antiga universidade mas parou no tempo. A UP deu avanços significativos, eu fui convidado para algumas unidades, antes da destruição da UP, a qualidade de infra-estrtuturas que a UP tinha nas províncias é de altíssima qualidade, o Reitor Uthui fê-las com receitas próprias, a UEM não faz isso, parou no tempo. Aquilo que é a qualidade do ensino dentro da UEM baixou incrivelmente, eu trabalho lá”, explicou Nuvunga. O director Centro para a Democracia e Desenvolvimento não tem dúvidas: “A baixa qualidade dos candidatos deve-se Educação, tem muitos candidatos com nível de mestrado que não sabem ler nem escrever, muitos deputados desta Assembleia da República não sabem nada, tinham dificuldades de ler documentos, estão ali porque foram encaixados, o incentivo é ser encaixado para fixar um salário.” Na óptica de Adriano Nuvunga: “O problema é que tanto a Frelimo, a Renamo e o MDM são partidos estruturalmente corruptos e desfasados daquilo que é o projecto de desenvolvimento, voltaram para dentro para atender as agendas de estômago de grupos lá dentro”. “É por isso que na Frelimo agora se elegem os piores, e tem que ficar calado porque a política aqui também é um pouco assassina. Os piores são aqueles que tem conexões, são afilhados, não tem que ver com um projecto nacional de desenvolvimento”, justificou o académico acrescentando “os outros dois partidos idem”, em alusão a Renamo e ao MDM.

Pedro Mourana sobre os 40 anos da sua carreira: “A arte não pode ser algemada"

Está patente desde sexta-feira, 20 de Setembro, no Espaço Cultural Moçambique Telecom (Tmcel), localizado no recinto do IFT-Instituto de Formação das Telecomunicações, a exposição intitulada “Eterno Recomeço”, alusiva aos 40 anos de carreira do
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Pedro Mourana sobre os 40 anos da sua carreira: “A arte não pode ser algemada"

Está patente desde sexta-feira, 20 de Setembro, no Espaço Cultural Moçambique Telecom (Tmcel), localizado no recinto do IFT-Instituto de Formação das Telecomunicações, a exposição intitulada “Eterno Recomeço”, alusiva aos 40 anos de carreira do artista plástico moçambicano Pedro Mourana, ou simplesmente PMourana. A exposição, que está patente até o próximo dia 20 de Outubro, representa os 40 anos de percurso do PMourana, que diz ter sido de muito aprendizado. Nas obras, os amantes das artes podem encontrar uma diversidade de temas abordados pelo artista, particularmente a mulher e as suas ramificações. “Falo da mulher mas o homem está lá incluído porque é a mulher que nos traz ao mundo. É uma exposição que fala de temas sociais. Fala da valorização do trabalho do homem, do trabalho que é ignorado e de pessoas que tiveram bons feitos”, explica o artista. Relativamente ao seu percurso, PMourana diz ter sido feito por períodos difíceis, principalmente na década de 1980, no que diz respeito aos aspectos materiais, bem como à percepção do público e da crítica. “A arte não pode ser algemada. O público tem que perceber que o artista tem que ter espaço, não pode estar confinado. Ele precisa de estar livre de se expressar da maneira que preferir e que melhor conhece. Foram períodos difíceis, mas fomos crescendo, o País também cresceu. Enfim, cá estamos”, sublinha PMourana, cuja exposição conta com o apoio da Tmcel. Na cerimónia de inauguração da exposição, o presidente do Conselho de Administração da Tmcel, Mahomed Rafique Jusob, referiu que, ao prestar este apoio, a empresa está a contribuir para a elevação e valorização da cultura, em particular as artes plásticas, na sociedade. “Não podemos falar da cultura sem falar de uma sociedade, de um povo e da identidade moçambicana. São valores que estão reflectidos na imagem corporativa da Tmcel pois acreditamos no legado que os seus feitos deixam para as gerações vindouras”, considerou Mahomed Rafique Jusob, para quem o sector da cultura constitui uma ferramenta fundamental no processo de desenvolvimento socioeconómico do País. Por seu turno, o representante do Ministério da Cultura e Turismo, Fernando Fanheiro, afirmou que o Estado está a trabalhar com as associações e núcleos com vista à valorização dos artistas e da cultura. “Não se sintam abandonados pelo Estado e pelo Governo, há coisas que estão a ser feitas, e muito brevemente colheremos os frutos”, assegurou Fernando Fanheiro, que aproveitou a ocasião para felicitar PMourana pelos 40 anos de carreira e pela exposição.

Chuva fraca no Sul esta 2º feira de calor no Centro e Norte de Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta segunda-feira (23) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado. Possibilidade de neblinas locais. Vento de nordeste a sueste fraco a m
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Chuva fraca no Sul esta 2º feira de calor no Centro e Norte de Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta segunda-feira (23) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado. Possibilidade de neblinas locais. Vento de nordeste a sueste fraco a moderado. Para as províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala tempo quente e céu geralmente pouco nublado. Possibilidade de nevoeiros ou neblinas locais. Vento de nordeste a sueste, fraco a moderado soprando por vezes com rajadas. Nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo tempo fresco e céu nublado. Possibilidade de chuviscos ou chuvas fracas ao longo da faixa costeira. Vento de nordeste fraco a moderado, rodando para o quadrante sul, soprando com rajadas moderadas a fortes. Eis as temperaturas previstas: Cidade Tempo Máx ºC Mín ºC Maputo 26 18 Xai-Xai 24 19 Inhambane 29 20 Vilankulo 28 19 Beira 31 20 Chimoio 33 14 Tete 38 21 Quelimane 34 19 Nampula 33 20 Pemba 30 21 Lichinga 29 14  

Domingo de muito calor no Sul, tempo quente no Centro e Norte de Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para este domingo (22) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado temporariamente nublado na faixa costeira. Vento de sueste a nordeste fraco
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Domingo de muito calor no Sul, tempo quente no Centro e Norte de Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para este domingo (22) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado temporariamente nublado na faixa costeira. Vento de sueste a nordeste fraco a moderado. Para as províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala céu geralmente pouco nublado. Vento de sueste a nordeste fraco a moderado, soprando por vezes com rajadas. Nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo céu limpo a pouco nublado, passando a muito nublado a partir da noite do dia de domingo. Prevê-se também, que na noite do dia de domingo o vento rode para o quadrante sul, soprando com rajadas fortes em Maputo e Sul de Gaza. Eis as temperaturas previstas: Cidade Tempo Máx ºC Mín ºC Maputo 36 19 Xai-Xai 32 20 Inhambane 29 20 Vilankulo 28 20 Beira 29 20 Chimoio 33 15 Tete 38 19 Quelimane 32 17 Nampula 32 19 Pemba 30 21 Lichinga 29 14

Pergunta a Tina: será que é normal ficar três meses sem ver e não estar grávida?

Olá Tina, aqui é a Zilda, estou a ter problemas de período atrasado, será que é normal ficar três meses sem ver e não estar grávida? Não Zilda, não é normal, a não ser que estejas a amamentar. Por vezes, também pode acontecer quando uma mulhe
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Pergunta a Tina: será que é normal ficar três meses sem ver e não estar grávida?

Olá Tina, aqui é a Zilda, estou a ter problemas de período atrasado, será que é normal ficar três meses sem ver e não estar grávida? Não Zilda, não é normal, a não ser que estejas a amamentar. Por vezes, também pode acontecer quando uma mulher toma contraceptivos ou certos medicamentos. Na dúvida, o melhor é procurar cuidados médicos num centro de saúde ou numa clínica.

Sábado de algumas nuvens mas com calor em Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para este sábado (21) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado temporariamente nublado na faixa costeira. Possibilidade de neblinas locais.
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Sábado de algumas nuvens mas com calor em Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para este sábado (21) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado temporariamente nublado na faixa costeira. Possibilidade de neblinas locais. Vento de sueste a leste, fraco a moderado. Para as províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala céu pouco nublado com períodos de nublado no litoral. Possibilidade de nevoeiros ou neblinas locais. Vento de leste a nordeste, fraco a moderado. Nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo céu geralmente pouco nublado. Possibilidade de neblinas ou nevoeiros ao longo dos vales. Vento de nordeste a noroeste fraco a moderado, soprando por vezes com rajadas na faixa costeira. Eis as temperaturas previstas: Cidade Tempo Máx ºC Mín ºC Maputo 34 20 Xai-Xai 32 18 Inhambane 27 20 Vilankulo 28 19 Beira 28 22 Chimoio 29 14 Tete 34 21 Quelimane 30 18 Nampula 31 20 Pemba 30 21 Lichinga 27 14  

Cinco pessoas linchadas por populares no Niassa

Cinco cidadãos foram linchados nesta quarta-feira (18) no Distrito de Cuamba, na Província de Niassa, por estarem, alegadamente, envolvidos no aumento da criminalidade naquela região do Norte de Moçambique. As vítimas são trabalhadores e membros da f
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Cinco pessoas linchadas por populares no Niassa

Cinco cidadãos foram linchados nesta quarta-feira (18) no Distrito de Cuamba, na Província de Niassa, por estarem, alegadamente, envolvidos no aumento da criminalidade naquela região do Norte de Moçambique. As vítimas são trabalhadores e membros da força de segurança da empresa Gemes Group que realiza a exploração de recursos minerais no Distrito de Cuamba e eram apontados pelos populares de envolvimento no aumento da criminalidade e ainda estariam a traficar partes de corpos humanos. O Comandante provincial da Polícia da República de Moçambique naquela província do Norte de Moçambique, Celestino Ziade, confirmou os crimes à rádio pública e indicou terem sido detidos quatro cidadãos em conexão. “Havia sido cercado um chinês, mas depois da intervenção da polícia conseguimos resgata-lo com vida e também salvamos algum equipamento que era usado nos trabalhos de pesquisa” da empresa, acrescentou Comandante provincial da PRM, Celestino Ziade

Três crianças morrem na explosão de um artefacto militar em Tete

Três crianças perderam a vida e duas contraíram ferimentos nesta quinta-feira (19) na Província de Tete após terem descoberto um engenho militar com o qual brincaram e acabou por explodir. A tragédia aconteceu cerca da 11 horas no bairro Samora Mache
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Três crianças morrem na explosão de um artefacto militar em Tete

Três crianças perderam a vida e duas contraíram ferimentos nesta quinta-feira (19) na Província de Tete após terem descoberto um engenho militar com o qual brincaram e acabou por explodir. A tragédia aconteceu cerca da 11 horas no bairro Samora Machel, na Cidade de Tete, quando três menores do sexo masculino e dois do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 3 e os 11 anos de idade, descobriram um objecto, numa antiga zona militar, e puseram-se a brincar com o mesmo que acabou por explodir. Os feridos são uma menina de 11 anos e um menino de 3 anos, “ambos com traumatismo abdominal e estavam a estavam no bloco operatório, para cirurgias pouco complicadas”, de acordo com fonte hospitalar.

Fragilidade do Estado em Moçambique “é o resultado das nossas opções como país ao longo ...

Salvador Forquilha, o director do Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), instituição que antecipou as crises que Moçambique está a enfrentar, desafiou nesta quinta-feira (19) os políticos nacionais: “em nenhuma parte do mundo a reconciliaç
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Fragilidade do Estado em Moçambique “é o resultado das nossas opções como país ao longo ...

Salvador Forquilha, o director do Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), instituição que antecipou as crises que Moçambique está a enfrentar, desafiou nesta quinta-feira (19) os políticos nacionais: “em nenhuma parte do mundo a reconciliação se faz de discursos, ela é feita de acções concretas do ponto de vista do processo de construção das instituições” e alertou que a actual fragilidade do Estado “é o resultado das nossas opções como país ao longo dos anos”. Forquilha, intervindo na abertura da Conferência que assinalou os 12 anos de uma das mais reputadas instituições independentes de pesquisa em Moçambique, começou por recordar “a tendência para a institucionalização da violência em Moçambique”. “Com efeito, a história do processo político moçambicano nos últimos 50 anos tem sido marcado por violência recorrente, a guerra anti-colonial, a guerra civil, os sucessivos e recorrentes conflitos eleitorais e muito recentemente a violência armada em Cabo Delgado. O país tem estado a viver de violência em violência, apesar dos discursos triunfalistas das elites sobre a chamada paz efectiva e reconciliação a realidade mostra que Moçambique ainda tem um longo caminho por percorrer, particularmente no que se refere a reconciliação”, afirmou o director do IESE. Salvador Forquilha, que é doutorado em Ciência Política enfatizou: “Na verdade em nenhuma parte do mundo a reconciliação se faz de discursos, ela é feita de acções concretas do ponto de vista do processo de construção das instituições”. O académico, que é pesquisador em processos de democratização, descentralização e governação local, disse que instituições moçambicanas devem ser “um espelho da nossa heterogeneidade” e profetizou que “enquanto as nossas instituições não tomarem em conta as nossas ricas diferenças, na maneira de pensar, na maneira de olhar para o país, enquanto as nossas instituições não promoverem a inclusão política, económica e social dificilmente teremos soluções duradoras para a violência recorrente e o discurso da chamada paz efectiva e a reconciliação será uma mera retórica”. Embora durante a última década o IESE tenha abordado centenas de desafios referentes ao desenvolvimento político, económico e social do nosso país o seu director destacou ainda “a fragilidade do Estado” como outro dos importantes desafios de Moçambique. Fragilidade do Estado não pode ser “visto como a maldição de uma força externa” “A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico, OCDE, define a fragilidade a partir de cinco dimensões importantes nomeadamente: política, económica, ambiental, social e securitária. Com base nesse quadro de análise a OCDE, no seu relatório sobre o estagio da fragilidade referente a 2018, considera que a situação de fragilidade em Moçambique, comparada com os dados do relatório de 2016, tem vindo a deteriorar-se particularmente nas dimensões económica, ambiental e social”, referiu Forquilha. O académico assinalou também que “sabemos de outras fontes, como por exemplo o Índice de Democracia referente a 2018, que Moçambique também não se encontra numa posição confortável relativamente ao desenvolvimento democrático, tendo passado de regime híbrido para regime autoritário”. “O desafio da fragilidade do Estado consubstanciado na deterioração da situação económica, social, securitária e política não é, nem pode ser, visto como a maldição de uma força externa, ela é o resultado das nossas opções como país ao longo dos anos. Nesse sentido a fragilidade do Estado não é uma variável independente ou uma condição geral, a fragilidade do Estado é uma variável dependente cuja explicação passa, entre outros aspectos, pela análise e compreensão da maneira como funciona as instituições e as normas sociais”, explicou Salvador Forquilha. De acordo com o seu director os próximos desafios do IESE passam por ajudar a sociedade moçambicana a entender “como funcionam as nossas instituições, como é que as nossas elites políticas e o cidadão comum imaginam e vivenciam as instituições, como é que as nossas elites políticas e o cidadão comum se relacionam com as instituições, em que medida as nossas elites políticas e o cidadão comum respeitam as instituições”.

“Apóstolo da desgraça” indica solução para Moçambique “é o socialismo”

O professor Carlos Nuno Castel-Branco, um dos “apóstolos da desgraça” que previu a crise económica e financeira que enfrentamos desde 2016, “profetizou” a solução para Moçambique sair da pobreza e caminhar rumo ao desenvolvimento: “a minha sol
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“Apóstolo da desgraça” indica solução para Moçambique “é o socialismo”

O professor Carlos Nuno Castel-Branco, um dos “apóstolos da desgraça” que previu a crise económica e financeira que enfrentamos desde 2016, “profetizou” a solução para Moçambique sair da pobreza e caminhar rumo ao desenvolvimento: “a minha solução é a supressão do capitalismo, a minha solução é o socialismo”. Há mais de uma década a pensar Moçambique o Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE) criou uma nova referência para retratar a economia, contrariando os standards internacionais por sectores: industria, agricultura, etc. “Nós decidimos fazer uma coisa diferente, decidimos pensar como é que a economia funciona e tentar estruturar a análise em função disso em vez de tentar olhar para sectores”, declarou o economista e mestre e Ciências de Desenvolvimento Económico. Carlos Nuno Castel-Branco disse que os economistas do IESE identificaram “a existência daquilo a que nós chamamos um núcleo extrativo da economia. É formado pelo complexo mineral e energético e pela produção de mercadorias agrícolas primárias para exportação, o qual recebeu nos últimos 15 anos 75 por cento de todo investimento privado, é responsável por 90 por cento das exportações de Moçambique, é responsável por 50 por cento da taxa de crescimento do PIB, emprega apenas 7 por cento da força de trabalho formal, menos do que 1 por cento da população activa”. “À volta do núcleo duro da economia extrativa temos as infra-estruturas, os serviços adjacentes e o negócio imobiliário. As infra-estruturas e serviços adjacentes estão relacionados com a prestação de serviços a este núcleo duro e o negocio imobiliário é parcialmente a aplicação do capital concentrado e utilizado de forma não produtiva ou representa o aumento do consumo de classes mais ricas e também representa lavagem de dinheiro, mas tudo isso fazem parte destas dinâmicas de construção de uma economia de forte dominância de capital internacional, a dominar tanto as estruturas produtivas como as finanças, os factores de distribuição e o consumo. Este conjunto representa 15 por cento do investimento privado total, 5 por cento das exportações, 15 por cento da taxa de crescimento do PIB e emprega menos do que 1 por cento da população activa”, explicou. Com esta introdução Castel-Branco e os seus colegas do IESE constataram: “temos 90 por cento de todo investimento privado em Moçambique, 95 por cento das exportações, 65 por cento do PIB a serem gerados por menos de 2 por cento da população economicamente activa, ou sensivelmente 15 por cento do emprego formal em Moçambique”. “Nós somos parte desse capitalismo mundial” O argumento para este tipo de análise é “permite responder a pergunta porque é que a medida que a taxa de crescimento da economia acelera a capacidade que a economia tem de reduzir pobreza diminui, porque a aceleração desse crescimento económico está concentrado neste tipo de actividade que não contribui para o emprego, para a distribuição ampla dos benefícios nem gera recursos novos para a economia em si, em especial aqueles que são importantes para a redução da pobreza”. “Aqui não entra a produção de comida para o mercado doméstico para o mercado doméstico, é verdade que alguma da produção é comida (banana, açúcar, etc) para exportação mas a produção de bens básicos de consumo não entra aqui e isso implica que o custo de vida, sobretudo para as camadas mais pobres da população, aumente. Portanto além de não gerar emprego e rendimento também o custo de vida aumenta e a pobreza dificilmente reduz”, esclareceu. Um dos académicos que profetizou a crise em que o nosso país está mergulhado, e juntamente com os seus pares do IESE foi apelidado pelo regime de “apóstolo da desgraça”, deixou claro que “o tipo de análise que nós desenvolvemos era para se tentar sair desta ideia que temos um Estado a falhar, um sector privado canibal e somos simplesmente vítimas do capitalismo mundial. Nós somos parte desse capitalismo mundial, fizemos uma escolha no quadro desse capitalismo mundial e num quadro das estruturas de acumulação de Moçambique. Essas escolhas também afectaram as opções que temos e os resultados que tivemos”. “Quando nós iniciamos o processo de viragem, em termos de abordagem do desenvolvimento económico de Moçambique, e a questão da formação de uma burguesia nacional capitalista detentora de propriedade e empregadora de força de trabalho que se transformou no centro político, ideológico e filosófico do Estado o que o Estado fez neste período são duas coisas que fazem parte da abordagem neo-liberal de ajustamento estrutural da economia, por um lado são as privatizações por outro lado foi a liberalização”, recordou Castel-Branco. “Expropriação do Estado foi de facto a privatização dos recursos estratégico” O académico moçambicano aclarou que “as privatizações permitiram passar activos do Estado a muito baixo custo para um amplo sector privado emergente em Moçambique, 80 por cento dos activos do Estado em empresas públicas foram vendidos para moçambicanos a preços bastante baixos, grande parte dessas empresas estavam falidas, e só 20 por cento do custo acordado entre o Estado e os proprietários foi de facto pago. Então o Estado deu um subsídio implícito de privatização transferindo recursos, transferiu activos a baixo custo, e em contrapartida não havia nenhum nenhuma forma estruturada de estratégia industrial e instituições que pudessem apoiar o processo de produção”. “Com o incutir de Políticas Macroeconómicas e o seu impacto na organização dos objectivos da Política Monetária focada em controle de inflação impediram que o sector financeiro jogasse um papel mais dinâmico na condução do próprio desenvolvimento industrial. Portanto ao longo do tempo aconteceu o desenvolvimento de uma classe de proprietários, sem capital e sem uma actividade produtiva, isso é o resultado directo dessa combinação de privativação com liberalização sem uma estratégia industrial num contexto em que os activos privatizados em regra não estavam capazes de funcionar competitivamente”, argumentou ainda o investigador do IESE. Carlos Nuno Castel-Branco assinalou que “a segunda época histórica da formação do capitalismo nacional foi a de atrair para a economia nacional grandes recursos externos, em forma de Investimento Directo Estrangeiro, em forma de créditos comerciais”. “O primeiro passo foi o Investimento Directo Estrangeiro para isso era preciso tornar o capital interessado em Moçambique, isso implicou pôr à disposição desse capital aquilo que seriam recursos estratégicos do país nomeadamente minerais e energéticos. A segunda fase daquilo que nós chamamos a expropriação do Estado foi de facto a privatização dos recursos estratégico que são na verdade públicos, definidos pela Constituição e que o Estado era na altura o garante”, lembrou. Mas o professor notou que “os investimentos necessários para fazer nesse projectos, as infra-estruturas etc, por um lado, eram muito grandes”, porém, ainda assim, “o Estado não só punha os recursos à disposição do capital mas tinha de agir para reduzir riscos e custos para esse capital, por outro lado havia o problema de como ligar esse processo de grande entrada de capital multinacional em Moçambique com a acumulação e formação de classes capitalistas nacionais”. “O que o Estado fez não foi tentar regular esse processo, foi tentar promover esse processo” Castel-Branco assinalou também “uma terceira onda de expropriação do Estado que é marcada por aqui que nós chamamos a porosidade económica. Por um lado o Estado abordou o capital multinacional com sistemas de incentivos ao investimento que incluíam uma enorme proporção de redundância de incentivos, incentivos não necessários para as decisões de investimento, mas que eram moeda de troca para tornar esses processo de investimento estrangeiro em possibilidades de penetração de capital nacional”. “De outro lado o Estado permitiu a financeirização dos recursos minerais e energéticos, dando ao capital grandes concessões que permitiram ao capital internacional negociar e revender parte das concessões, pagar os seus custos e recuperar uma parte em lucros independentemente de produzirem ou não, o exemplo mais flagrande foram as transacções que envolveram a Kenmare e a Rio Tinto no carvão”, trouxe à memória. Para o economista: “Se as estruturas produtivas em Moçambique são construídas à volta do interesse da acumulação de capital internacional o qual está focado em recursos minerais e energéticos, no que diz respeito ao nosso caso, então este é o tipo de economia que vai emergir. E se a possibilidade de fazer a acumulação primária doméstica está relacionada e subordinada a esse capital internacional é normal que os capitalistas domésticos, capitalistas no sentido de acumulação de capital mesmo que seja espectulativo e rendeiro, se concentrassem à volta desse tipo de actividade. Era normal que o sector financeiro também fosse estruturado por esse tipo de dinâmicas”. “O ponto para nós não é que temos capitalistas incompetentes, canibais, etc, é que temos capitalistas que o contexto histórico permitiu ter no caso moçambicano dadas as opções que também foram seguidas e as estruturas económicas existentes. O ponto não é que o Estado não tem capacidade de regular, o que o Estado fez não foi tentar regular esse processo, foi tentar promover esse processo. Promover um processo de auto-expropriação para se tornar disponível para o capital, e a dívida pública é parte disso”, clarificou Carlos Nuno Castel-Branco. O professor enfatizou que o “grande endividamento nacional dos últimos 10 anos, ele está ligado a explosão da dívida comercial que está relacionada com Garantias a dívidas privadas para investimento nas infra-estruturas para o sector mineral e energético e com pagamento de dívidas do passado. O processo de endividamento público é lógico dentro de dinâmicas de acumulação de capital. Ser lógico não quer dizer que seja sustentável, não quer dizer que seja o melhor caminho, quer simplesmente dizer que é a lógica histórica”. “A minha solução é a supressão do capitalismo” De acordo o investigador do IESE “estas coisas combinadas resultaram numa economia que está em contínuos processo de boom e bust, expansão e crise, e o que cria a expansão é o que cria a crise”. “Mas isso não é novo na economia de Moçambique, quando nós olhamos para a estrutura da economia colonial, na altura em que começa a expansão daquilo que o capitalismo colonial chamou a indústria de substituição de importações, nós vemos exactamente o mesmo tipo de problemas, boom e bust, há uma expansão rápida, aumento de uma produção dependente de importações ou de uma economia que sustenta isso com base em produtos primários, mas a capacidade de sustentar o crescimento é completamente decidida por aquilo que acontece no mercado de produtos primários (commodities), o que a economia vai fazer, vai seguir as tendências e os padrões de instabilidade e da sua capacidade de financiamento”, recordou novamente Castel-Branco. O académico relembrou que processo similar “reproduziu-se depois da independência e agravou-se nos dois momentos de tentativa de ruptura com isso: um foi o PPI (Plano Prospectivo Indicativo), nos princípio dos anos 80, nós observamos uma expansão de investimento durante 2 ou 3 anos, seguido por um colapso profundo, porque a economia se esgotou nesse processo; o outro foi o segundo mandato do Presidente Guebuza em que a entrada de capital externo em Moçambique aumentou dez vezes e resultou numa economia que expandiu em bolha, o endividamento foi sustentado numa expectativa sobre futuros rendimentos e sobre futura capacidade desses rendimentos serem mobilizados para pagar dívida”. “Os capitalistas financeiros internacionais não estão muito preocupados com o assunto, em primeiro lugar porque a dívida moçambicana é enorme para nós mas não é tão grande para eles, em segundo lugar porque eles associaram esse processo de endividamento ao controle dos recursos naturais, portanto não pior das hipóteses para eles ficam com o nosso gás, na pior das hipóteses para nós ficamos sem gás e com dívida pública”, concluiu o académico moçambicano. Carlos Nuno Castel-Branco entende que a tarefa dos académicos, investigadores e intelectuais não é “apenas entender o mundo, é sobretudo nossa tarefa transformar o mundo” e por isso deixou a sua solução para os desafios de Moçambique: “A minha solução é a supressão do capitalismo, a minha solução é o socialismo, a minha solução não é salvar o capitalismo”.

Tráfico de pessoas: uma realidade (in)visível em Moçambique

Para formular consensos na perspectiva de desenhar projectos concretos, com vista a despertar a atenção da sociedade sobre a ocorrência de casos de tráfico de pessoas, para a exploração sexual e laboral e suas manifestações em Moçambique, diversos ac
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Tráfico de pessoas: uma realidade (in)visível em Moçambique

Para formular consensos na perspectiva de desenhar projectos concretos, com vista a despertar a atenção da sociedade sobre a ocorrência de casos de tráfico de pessoas, para a exploração sexual e laboral e suas manifestações em Moçambique, diversos actores sociais, entre personalidades e instituições, reuniram-se, na quarta-feira, 18 de Setembro, em Maputo. O encontro, promovido sob o tema “Tráfico de Pessoas, uma Realidade (in)visível”, resulta da parceria entre a Associação de Amizade Moçambique-Estados Unidos da América (MUSAA) e a Associação Moçambicana de Juízes (AMJ), que decidiram desenvolver acções consentâneas na vertente do combate contra aquele fenómeno social. A propósito, Carlos Mondlane, presidente da AMJ, explicou que a protecção às vítimas deste crime cabe às instituições da Justiça mas, mais do que isso, há um papel que recai sobre a própria sociedade, no sentido de se precaver contra a ocorrência de casos ligados ao tráfico de pessoas, no nosso País. “O Departamento de Estado norte-americano, no seu Relatório de 2018, sobre a matéria de tráfico, conclui que, nos últimos cinco anos, Moçambique se afirma como lugar de recrutamento, transporte, trânsito de homens, mulheres e crianças a sujeitar a trabalho forçado e exploração sexual para a África do Sul e outros países vizinhos”, referiu Carlos Mondlane, ajuntando que esta situação reporta-se, igualmente, ao nível interno, onde se registam situações de crianças e mulheres que são exploradas, devido à sua condição de vulnerabilidade. Muitas crianças, conforme enfatizou, são deslocadas das suas zonas de origem, atraídas pela perspectiva de uma boa vida nas grande cidades, sendo utilizadas em actividades domésticas, quando não têm idade para trabalhar, ou mesmo na exploração sexual, o que inibe o seu desenvolvimento integral. A procuradora geral adjunta, Amabélia Chuquela, destacou o papel do Ministério Público no combate ao tráfico de pessoas, sobretudo da mulher e criança em situação de vulnerabilidade, evidenciando, através de dados estatísticos, que muito tem estado a ser feito, tanto na vertente preventiva como na repressiva. Por sua vez, a presidente da MUSAA, Glédisse Dan Manjate, explicou que o seminário visou dar a conhecer às pessoas, sobretudo, vulneráveis, sobre o que está a acontecer em Moçambique: “Após os ciclones Idai e Kenneth muitas pessoas afectadas por estas intempéries ficaram vulneráveis, podendo ser facilmente vítimas desta prática criminosa, razão pela qual pretendemos buscar consensos para começar desde já a desenhar projectos concretos para combater este crime”, disse. Sobre a MUSAA, Glédisse Dan Manjate, que assumiu durante o seminário a presidência da organização, indicou que se propõe a trabalhar na materialização dos desígnios da associação, que consistem na manutenção de uma boa interação entre os povos de Moçambique e Estados Unidos, assim como intervir nas áreas cultural, social e económica. Trata-se, basicamente, de implementar em Moçambique toda a experiência que os moçambicanos colheram nos Estados Unidos, através de programas de intercâmbio oferecidos pela embaixada deste país. “Temos mais de 600 moçambicanos formados nos Estados Unidos, através de programas de curta e longa duração, tendo chegado a hora de aplicar em Moçambique a experiência adquirida. Foi um investimento realizado e é preciso desenvolver acções para tirar proveito dessa experiência, de modo a contribuir para o desenvolvimento do nosso País”, concluiu. Acorreram ao evento, para além dos «alumnis», académicos, juízes, procuradores, advogados, parceiros de cooperação, estudantes, para além de representantes de instituições estatais, civis e religiosas.

6ª feira de algum calor mas com céu nublado em Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta sexta-feira (20) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado. Possibilidade de neblinas locais. Vento de sueste a sudoeste fraco a mod
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6ª feira de algum calor mas com céu nublado em Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta sexta-feira (20) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado. Possibilidade de neblinas locais. Vento de sueste a sudoeste fraco a moderado. Para as províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala céu pouco nublado localmente nublado na faixa costeira. Possibilidade de nevoeiro ou neblinas locais. Vento de sueste a leste fraco a moderado. Nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo céu nublado passando a pouco nublado. Possibilidade de neblinas locais. Vento de leste a nordeste fraco a moderado, soprando por vezes com rajadas na faixa costeira. Eis as temperaturas previstas: Cidade Tempo Máx ºC Mín ºC Maputo 31 20 Xai-Xai 28 19 Inhambane 27 19 Vilankulo 28 20 Beira 28 21 Chimoio 28 13 Tete 33 22 Quelimane 29 18 Nampula 31 18 Pemba 28 22 Lichinga 29 14  

Mais um cidadão atropelado na Circular de Maputo

Um jovem foi atropelado nas primeiras horas desta quarta-feira (18) na estrada Circular de Maputo, na zona de Mapulene. O automobilista assassino não parou para prestar socorro. A vítima do atropelamento, o enésimo na nova via de entrada e saída para
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Mais um cidadão atropelado na Circular de Maputo

Um jovem foi atropelado nas primeiras horas desta quarta-feira (18) na estrada Circular de Maputo, na zona de Mapulene. O automobilista assassino não parou para prestar socorro. A vítima do atropelamento, o enésimo na nova via de entrada e saída para a capital moçambicana, é um cidadão de 20 anos de idade e aconteceu cerca das 3 horas. Não houve testemunhas de mais este acidente de viação causado por um automobilista que nem sequer parou para prestar socorro e assumir a responsabilidade do seu crime.

Sol de Carvalho premiado em Portugal pelo filme “Mabata Bata”

O realizador moçambicano Sol de Carvalho foi premiado nesta quarta-feira (18) pela Federação Portuguesa de Cineclubes pela sua obra cinematográfica “Mabata Bata”, que retrata as feridas recentes da guerra civil em Moçambique. Baseado na obra de Mi
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Sol de Carvalho premiado em Portugal pelo filme “Mabata Bata”

O realizador moçambicano Sol de Carvalho foi premiado nesta quarta-feira (18) pela Federação Portuguesa de Cineclubes pela sua obra cinematográfica “Mabata Bata”, que retrata as feridas recentes da guerra civil em Moçambique. Baseado na obra de Mia Couto “O Dia Em Que Explodiu Mabata Bata”, conto que integra o livro “Vozes anoitecidas de 1986, a película é uma adaptação do realizador Sol de Carvalho da história de Azarias, um jovem pastor órfão que um dia vê o seu melhor boi, Mabata Bata, explodir devido a uma mina terrestre deixada pelos combatentes da guerra civil. Este terrível acontecimento despoleta uma fuga para a floresta (por o rapaz temer represálias), seguido de um resgate, por parte da avó e do tio, que o tentam convencer a voltar. Co-produzido pela moçambicana Promarte e a portuguesa Bando à Parte o filme de Sol de Carvalho, rodado em 2016 no Distrito do Chibuto, tem a honra de ter sido eleito como o primeiro vencedor deste novo prémio que visa homenagear o Cinema Africano de Expressão Lusófona e António Loja Neves, de forma póstuma, um grande promotor destas cinematografias. “Um filme que se destaca pela sensibilidade do seu olhar humanista e solidário e pela actualidade da sua temática, mesclando com inteligência e delicadeza a tradição cultural africana com as feridas recentes e ainda não saradas da guerra civil em Moçambique”, considerou o Júri. “Mabata Bata” estreou em 2017 e tem sido reconhecido favoravelmente pela crítica, no início deste ano foi premiado pela Montagem e Imagem no FESPACO, o maior festival de cinema de África. Natural da Beira, João Luís Sol de Carvalho realizou mais de duas dezenas de películas com destaque para “O Jardim do Outro Homem”, “A Janela”, “O Búzio” ou “As Teias da Aranha”:

Somente 1 dos 15 diques de defesa contra cheias em Moçambique está bom

A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) alerta que apenas o dique de defesa contra cheias da Bacia do Limpopo está em bom estado. Dois estão em mau estado e os restantes diques existentes em Moçambique, cuja reabilitação era um do
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Somente 1 dos 15 diques de defesa contra cheias em Moçambique está bom

A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) alerta que apenas o dique de defesa contra cheias da Bacia do Limpopo está em bom estado. Dois estão em mau estado e os restantes diques existentes em Moçambique, cuja reabilitação era um dos objectivos estratégicos do Plano Quinquenal de Filipe Nyusi, estão em muito mau estado. “Mobilizar financiamento para a reabilitação de diques e construção de plataformas de refúgios nas bacias hidrográficas dos rios Maputo e Incomáti (Maputo), Limpopo (Gaza), Save (Inhambane e Sofala); Búzi e Púnguè (Sofala), Zambeze (Marromeu e Chemba, em Sofala; Tambara, em Manica) e Licungo (Nante, em Maganja da Costa, na Zambézia)” foi definido como objectivo estratégico da Prioridade IV do Governo de Filipe Nyusi em fim de mandato. Decorridos 4 anos apenas o dique de defesa contra cheias da Bacia do Limpopo está em bom estado de acordo com documento da DNGRH apresentado semana passada no 6º Fórum Nacional de Antevisão Climática. Os diques de protecção das bacias do Incomáti e Maputo estão em mau estágio. Muito maus, segundo a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, estão os diques de defesa das bacias do Save, Búzi, Púnguè, Zambéze e do Licungo. Entretanto o @Verdade apurou, no Balanço do Plano Económico e Social do 1º semestre de 2019, que para a reabilitação dos 5 quilómetros do dique de Xai-Xai “foi lançado concurso para a contratação da empreitada e fiscalização para a reabilitação do dique, estando em curso a avaliação das propostas. De referir que o projecto apresenta insuficiência de fundos para as obras estimadas em 60 milhões de Meticais, estando disponível apenas 5 milhões de Meticais”. Em curso também estão as obras de reparação dos 10 quilómetros do dique de Nante, aguardando-se, de acordo com o Governo, “a autorização do financiador para a reestruturação do escopo de trabalhos, eliminando a zona vermelha definida no Plano Abreviado de Reassentamento e inclusão de novas actividades; (iii) realizada no dia 12/06/19 uma visita conjunta de avaliação dos danos, envolvendo o financiador, empreiteiro e fiscal para a elaboração do mapa detalhado dos custos inerentes e reabilitação”.

Estado “livra-se” da Mabor de Moçambique, antiga fábrica de pneus será usada na ...

O Estado moçambicano que nunca conseguiu viabilizar Mabor de Moçambique vendeu 100 por cento do património à Officemart, uma empresa do ramo de produção de artigos de papelaria, em troca de quase duas centenas de milhões de Meticais que permitiu salda
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Estado “livra-se” da Mabor de Moçambique, antiga fábrica de pneus será usada na ...

O Estado moçambicano que nunca conseguiu viabilizar Mabor de Moçambique vendeu 100 por cento do património à Officemart, uma empresa do ramo de produção de artigos de papelaria, em troca de quase duas centenas de milhões de Meticais que permitiu saldar uma dívida de dezenas de milhões de rands. Entretanto os pneus Mabor continuam a ser produzidos na Europa e Estados Unidos da América e comercializados pelo mundo, Moçambique tornou-se importador de pneus. Através de um Despacho do primeiro-ministro, datado de 20 de Junho de 2019, “É adjudicada à Officemart, Lda., a aquisição de 100 por cento do património fabril da Mabor de Moçambique – Manufactura, S.A.R.L.”. O @Verdade apurou que o que arrastou a privatização da antiga fábrica de pneus, que antes de falir chegou a exportar para a África Austral e outros cantos do globo, foi uma dívida de milhões de rands. “Estava hipotecada ao Millennium Bim por uma dívida de 72 milhões de rands, desde os anos 90”, revelou Raimundo Matule, Administrador do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE). “O Estado não tinha 72 milhões de rands para pagar ao (Millennium) Bim até que o banco, no ano passado, aproximou-se e disse ter alguém que podia ficar com a Mabor e assumir os 72 milhões de rands em dívida”, esclareceu Matule ao @Verdade. O Administrador do IGEPE precisou que Officemart, Lda pagou 180 milhões de Meticais pelos 23 mil metros quadrados de património da Mabor dos quais 125 milhões ficaram com o Millennium Bim e o Estado recebeu 55 milhões de Meticais. “Ainda deu para pagar dívidas mais pequenas como ao INSS, aos trabalhadores”, acrescentou Raimundo Matule. O comprador, a Officemart, relacionado ao Grupo Canon Impex, vai usar as instalações para expandir as suas actividades de papelaria e impressão gráfica. O @Verdade apurou que a fábrica da Mabor, no bairro do Zimpeto, estava em construção quando Moçambique tornou-se independente e o Governo do partido Frelimo chegou a acordo com os proprietários, uma empresa portuguesa denominada Manufactura Nacional de Borracha, para a continuidade da obra que culminou com a inauguração em 1979. Mabor faliu e Moçambique gasta 40 milhões de dólares na importação de pneus Reza a história que a sigla Mabor resulta do nome da esposa de um dos fundadores da empresa Maria Borges. Em Portugal a empresa foi criada em 1938 por Júlio Anahori de Quental Calheiros e Francisco Borges em parceria com os americanos da General Tire, resultando daí a marca Mabor General. Actualmente os pneus Mabor continuam a ser produzidos na Europa e América como uma das marcas do Grupo norte-americano Continental. Durante os ano em que a Mabor operou Moçambique viveu uma profunda crise económica e financeira, decorrente do socialismo que o partido Frelimo implantou, e o mercado da África do Sul era o destino de um terço da produção de pneus. Após o abandono dos proprietários portugueses o Estado assumiu a Mabor, como havia feito com centenas de indústrias, mas o modelo de economia planificada e sem acesso ao seu principal mercado de exportação a fábrica acabou por falir embora tenha recebido várias injecções financeiras do Tesouro. Em 2018 a Mabor de Moçambique ainda tinha por amortizar ao Estado empréstimos no valor de 5,8 milhões de Meticais. Paradoxalmente o nosso país, que agora vive um boom no mercado automóvel, tornou-se num grande importador de pneus, muitos deles de qualidade duvidosa, a factura anual ronda os 40 milhões de dólares norte-americanos.

Céu nublado e tempo fresco nesta quinta-feira a Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta quinta-feira (19) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado temporariamente nublado na faixa costeira. Possibilidade de neblinas loc
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Céu nublado e tempo fresco nesta quinta-feira a Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta quinta-feira (19) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado temporariamente nublado na faixa costeira. Possibilidade de neblinas locais. Vento de sueste a leste fraco a moderado. Para as províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala céu geralmente pouco nublado. Possibilidade de nevoeiro ou neblinas locais. Vento de sueste a leste fraco a moderado. Nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo céu geralmente nublado. Possibilidade de chuviscos dispersos. Vento de sueste fraco a moderado, soprando por vezes com rajadas na faixa costeira. Eis as temperaturas previstas: Cidade Tempo Máx ºC Mín ºC Maputo 28 17 Xai-Xai 27 18 Inhambane 27 19 Vilankulo 26 18 Beira 28 19 Chimoio 28 14 Tete 33 20 Quelimane 30 18 Nampula 32 20 Pemba 29 21 Lichinga 27 14  

Alto risco de malária e diarreia em Moçambique durante época chuvosa 2019/2020

O Instituto Nacional de Saúde (INS), considerando as previsões para a época chuvosa 2019/2020, prevê um risco alto de casos de malária na Região Norte e na Província da Zambézia. As províncias do Centro e Norte enfrentarão ainda surtos de diarreia
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Alto risco de malária e diarreia em Moçambique durante época chuvosa 2019/2020

O Instituto Nacional de Saúde (INS), considerando as previsões para a época chuvosa 2019/2020, prevê um risco alto de casos de malária na Região Norte e na Província da Zambézia. As províncias do Centro e Norte enfrentarão ainda surtos de diarreia assim como a Cidade de Maputo. As chuvas normais com tendência para acima do normal nas regiões Sul e Centro do País até Dezembro 2019 e a precipitação normal com tendência para abaixo de normal até Março de 2020 colocam as províncias de Nampula e da Zambézia com alto risco de ocorrência de casos de malária já no início da nova época chuvosa. De acordo com o INS o alto risco de ocorrência de casos de malária mantém-se nas províncias de Nampula, Zambézia nos primeiros três meses de 2020 altura em que deverá alastrar-se para Cabo Delgado e Niassa. Na previsão, efectuada semana finda no 6º Fórum Nacional de Antevisão Climática, Instituto Nacional de Saúde alerta para risco alto de diarreias na Cidade e Província de Maputo até Dezembro de 2019 situação que se deverá manter até ao término da época chuvosa. Entretanto, de acordo com o INS, entre Janeiro e Março de 2020 surtos de diarreias poderão eclodir nas províncias de Sofala, Zambézia e Nampula.

Disparidade de género à favor do sexo masculino na Educação primária em Moçambique

O Índice de Paridade de Género (IPG) de alunos matriculados no ensino público, turno diurno e nocturno indica que mantém-se em Moçambique uma “disparidade de género à favor do sexo masculino em todas as províncias”. O IPG, elaborado pelo Instit
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Disparidade de género à favor do sexo masculino na Educação primária em Moçambique

O Índice de Paridade de Género (IPG) de alunos matriculados no ensino público, turno diurno e nocturno indica que mantém-se em Moçambique uma “disparidade de género à favor do sexo masculino em todas as províncias”. O IPG, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revela que dos 6.436.670 alunos matriculados no Ensino público primário no nosso país, nos turnos diurno e nocturno, continua a existir “disparidade de género a favor do sexo masculino em todas as províncias”. No entanto a Cidade e Província de Maputo, e as província de Gaza Inhambane e Tete “apresentaram tendência de equilíbrio de género, pois o IPG esta no intervalo entre 0,95 a 1,04”, indica o documento do INE. No que diz respeito ao ensino secundário, onde em 2018 foram matriculados 1.080.223 de alunos “todas províncias apresentam disparidade por sexo”, contudo “as províncias da região Norte e Centro, apresentam disparidade a favor do sexo masculino enquanto a região Sul a favor do sexo feminino”.

Tráfego de aviões, passageiros e carga aumenta nos Aeroportos de Moçambique

A Empresa Pública Aeroportos de Moçambique (ADM) voltou a ganhar fôlego com a efectiva liberalização do espaço aéreo nacional que permitiu a entrada de novas companhias aéreas, em 2018 aumentou o tráfego de aviões, passageiros e de carga. Os resu
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Tráfego de aviões, passageiros e carga aumenta nos Aeroportos de Moçambique

A Empresa Pública Aeroportos de Moçambique (ADM) voltou a ganhar fôlego com a efectiva liberalização do espaço aéreo nacional que permitiu a entrada de novas companhias aéreas, em 2018 aumentou o tráfego de aviões, passageiros e de carga. Os resultados do primeiro ano da real liberalização do espaço aéreo moçambicano confirmam quão errados estiveram os políticos que adiaram a abertura dos céus moçambicanos, as contas da Aeroportos de Moçambique em 2018 registaram “crescimento em todas as variáveis da sua actividade, nomeadamente aeronaves, passageiros, carga e correios, em 7,4 por cento, 7,7 por cento, 19,9 por cento e 0,8 por cento, respectivamente”. “A entrada da Ethiopian, captou 3 por cento do tráfego de passageiros global, operacionalidade em pleno da companhia de bandeira, que captou 56 por cento do total de passageiros atendidos (...) aumento de passageiros das companhias SAA, SA Airlink e Turkish” indica o Relatório e Contas de 2018 da ADM analisado pelo @Verdade. Foram 57.540 aeronaves que aterraram nos aeroportos nacionais, “influenciado pela entrada da companhia Fastjet e Ethiopian Mozambique que captaram cifras correspondentes a 8 por cento e 2 por cento do tráfego global, respectivamente”. O Relatório refere que as aeronaves das Linhas Aéreas de Moçambique “contribuíram com 67,9 por cento do total do tráfego, cumprindo o plano em 102,1 por cento”. O tráfego regional de aeronaves continua a ser liderado pela South Africa Airways que contribuiu com 25,6 por cento do total do movimento. O segmento intercontinental contribuiu com 1,7 por cento do tráfego e continua a ser dominado pela Transportadora Aérea Portuguesa. O movimento de passageiros cresceu de 1,8 milhão em 2017 para 1.921.972 no ano passado, mais perto do melhor registo de sempre que foi um pouco acima de 2 milhões de passageiros em 2014. Deste universo 1.195.983 é correspondente ao tráfego doméstico, 30,5 por cento foi o tráfego regional e 6,5 por cento intercontinental. Mas o maior aumento foi no segmento de carga que passou de 11.702 para 14.033 toneladas onde 48,5 por cento foi carga doméstica, 27,3 por cento regional e o restante intercontinental.

Época chuvosa 2019 – 2020 com risco de cheias no Licungo; cidades de Maputo, Matola, Beira e ...

Não há previsão de cheias no início da próxima época chuvosa em Moçambique porém, no início de 2020, existe risco de cheias na Bacia Hidrográfica do Licungo. Entretanto a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) alerta que as con
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Época chuvosa 2019 – 2020 com risco de cheias no Licungo; cidades de Maputo, Matola, Beira e ...

Não há previsão de cheias no início da próxima época chuvosa em Moçambique porém, no início de 2020, existe risco de cheias na Bacia Hidrográfica do Licungo. Entretanto a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) alerta que as construções desordenadas e fraco saneamento nos bairros suburbanos voltará a causar inundações nas cidades de Maputo, Matola, Beira e Quelimane. Depois da mais mortífera época chuvosa de que temos memória os meteorologistas moçambicanos indicam que o fenómeno El Niño, que exerce grande influência nas condições meteorológicas do planeta, está neutro e deverá surgir com magnitude fraca até Março de 2020 por isso preveem chuvas normais com tendência para acima do normal nas regiões Sul e Centro do País até Dezembro 2019 e precipitação normal com tendência para abaixo de normal até Março de 2020. Com esta previsão, e tendo em conta que as bacias hidrográficas da Região Sul “apresentam índice de humidade muito baixo a baixo” enquanto “na Região Centro e Norte predomina índice de humidade alta a muito alta”, os técnicos da DNGRH prognosticam, até Dezembro, baixo risco de cheias nas bacias de Maputo, Umbelúzi, Incomáti, Limpopo, Inharrime, Govuro, Ligonha, Lurio, Lugenda e risco moderado nas bacias hidrográficas de Mutamba, Inhanombe, Save, Búzi, Savane, Púngoè, Zambeze, Licungo. Meluli, Mecuburi, Messalo, Megaruma e Montepuez. No entanto a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos prevê que entre Janeiro e Março de 2020 o risco de cheias passe a moderado a alto nas bacias hidrográficas do Búzi, Púngoè, Zambeze, Namacura, Meluli, Mecuburi, Megaruma, Montepuez, e Messalo e indicam risco alto no Licungo. Entretanto os prognósticos, apresentados semana passada durante o 6º Fórum Nacional de Antevisão Climática, alertam para cheias urbanas em alguns bairros das cidades de Maputo, Matola e Beira pois embora a chuva que se espera não seja muita as construções desordenadas e fraco saneamento irá causar inundações. 500 mil pessoas poderão ser afectadas por cheias na próxima época chuvosa Na capital do país correm elevado risco de cheias os bairros de Chamanculo C, Chamanculo B, Xipamanine, Aeroporto A, Aeroporto B, Munhuana, Mafalala, Urbanização, Costa do Sol, Mutanhana, Magoanine, Bairro Central na avenida 25 de Setembro). No município da Matola tem alto risco de inundação os bairros Fomento, Liberdade, Luís Cabral, Bunhiça e Nkobe, Matola A, Matola J, Matola H, e Matola D. Na massacrada Cidade da Beira deverão voltar a ficar inundados os bairros de Induda, Manga Mascarrenha, Vaz, Munhava, Macurrungo, Chipangara, Chaimite e Maraza. No município de Quelimane estão sob alto risco de cheias os bairros Aeroporto, Santagua, Canca, Samugue, Manhaua, Brandao, Mincajuine, Vila Pita, Torrone. A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos estima em pelo menos 500 mil as pessoas que poderão ser afectadas pelas cheias durante a próxima época chuvosa, comparativamente aos mais de 2 milhões de moçambicanos afectados pela época chuvosa 2018 /2019 e cuja maioria ainda está dependente de assistência humanitária.

40 anos de carreira: Pedro Mourana expõe no Espaço Cultural da Tmcel

Por ocasião dos 40 anos de carreira, o renomado artista plástico moçambicano Pedro de S. Betrufe Mourana, de nome artístico PMourana, inaugura, na sexta-feira, 20 de Setembro, em Maputo, uma exposição sob o tema “Eterno Recomeço - 40 anos de peregrin
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40 anos de carreira: Pedro Mourana expõe no Espaço Cultural da Tmcel

Por ocasião dos 40 anos de carreira, o renomado artista plástico moçambicano Pedro de S. Betrufe Mourana, de nome artístico PMourana, inaugura, na sexta-feira, 20 de Setembro, em Maputo, uma exposição sob o tema “Eterno Recomeço - 40 anos de peregrinação artística”. Trata-se de uma compilação de valiosas obras plásticas feitas ao longo de quatro décadas de uma notável carreira artística, caracterizada por uma criatividade ímpar, na forma de exprimir a paixão e as emoções, através da cultura. A exposição, que estará patente durante 30 dias, no Espaço Cultural Moçambique Telecom (Tmcel), localizado no IFT – Instituto de Formação das Telecomunicações, conta com o apoio desta empresa de telecomunicações, inserido no âmbito das suas acções de responsabilidade social corporativa, visando estimular, fomentar, preservar e divulgar o património artístico e cultural nacional. PMourana, cuja primeira exposição ocorreu em 1979, tem abordado várias temáticas, desenvolvendo diversas técnicas: "Nesta exposição, as pessoas poderão ver a minha evolução em termos de busca de temáticas, como também na técnica aplicada. Abordo exaustivamente temas de carácter social, sobretudo no que diz respeito à mulher, pois é a partir dela que procuro abordar a humanidade”, referiu o artista. Quarenta anos de carreira, conforme enfatizou PMourana, são quatro décadas de escola, de muita aprendizagem contínua. A ideia do artista é juntar no mesmo espaço cerca de 40 obras de arte, algumas das quais pintadas em 1983. Sobre a parceria com a Tmcel, PMourana contou que tudo começou a partir duma visita que o presidente do Conselho de Administração da Tmcel, Mahomed Rafique Jusob, fez ao seu atelier, onde contemplou algumas das obras do artista: “Estou feliz por esta parceria e acredito que vai imprimir maior qualidade à minha exposição”, frisou. Ainda a propósito da parceria, PMourana considerou que as artes só podem desenvolver-se se o empresariado nacional apoiar, uma vez que um artista isolado mesmo que tenha talento, dom e potencial, se não tiver uma parceria institucional, um curador à altura, não pode singrar na sociedade. Importa realçar que PMourana já participou em diversas exposições, tanto individuais como colectivas, dentro e fora do País, onde abordou temas que exaltam o amor, a mulher, a poesia, a música e outros de intervenção social, focalizando assuntos inerentes à valorização do património cultural, à exaltação da diversidade cultural e ao diálogo entre as artes, nomeadamente a pintura e a música.

4º feira de céu pouco nublado e calor em Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta quarta-feira (18) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado temporariamente nublado na faixa costeira. Possibilidade de neblinas loc
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4º feira de céu pouco nublado e calor em Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta quarta-feira (18) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado temporariamente nublado na faixa costeira. Possibilidade de neblinas locais. Vento de sueste a sudoeste fraco a moderado. Para as províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala céu geralmente pouco nublado. Possibilidade de nevoeiro ou neblinas locais. Vento de sueste a leste fraco a moderado. Nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo céu pouco nublado a limpo. Possibilidade de neblinas locais. Vento de nordeste a noroeste fraco a moderado, soprando por vezes com rajadas ao entardecer. Eis as temperaturas previstas: Cidade Tempo Máx ºC Mín ºC Maputo 34 19 Xai-Xai 32 17 Inhambane 28 20 Vilankulo 27 18 Beira 27 20 Chimoio 29 14 Tete 33 21 Quelimane 28 18 Nampula 31 18 Pemba 29 20 Lichinga 27 14  

SELO: O papel dos Pais molhou! – por Autor: Fernando Sueia/Ubuntu Sueia

Os tempos são outros, as pessoas são outras, o mundo é outro e o tal outro é outro! A dinâmica da vida cometeu homicídios dos hábitos saudáveis para a sociedade, particularmente para os jovens. Nos tempos modernos, Aqueles pais afortunados em ensiname
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SELO: O papel dos Pais molhou! – por Autor: Fernando Sueia/Ubuntu Sueia

Os tempos são outros, as pessoas são outras, o mundo é outro e o tal outro é outro! A dinâmica da vida cometeu homicídios dos hábitos saudáveis para a sociedade, particularmente para os jovens. Nos tempos modernos, Aqueles pais afortunados em ensinamentos, aqueles que não deixavam o vizinho ver novelas sem acariciar as águas e os saquinhos de cebolas, estão mais ansiosos em produzir para garantir a vida física e biológica dos seus filhos. E da vida emocional, quem toma conta? As redes anti-sociais? Não, aí, salve-se quem quiser! Por conta disso, os cérebros dos jovens andam descobertos, as águas entram, inundam e formam cheias de 2000 e ciclones na era do Ematum, mas com uma diferença: não há INGC para salvar essas mentes. Portanto, elas ficam ‘’elinhas’’ e, por fim, ficam órfãs de valores e princípios. Por outro lado, a dita tecnologias não ajuda em nada, talvez esteja a acelerar a degradação com aquilo que ela nos dispõe sem nos ensinar como usar devidamente. E, o professor, o que ele faz? Ninguém o deve condenar, porque, aos jovens, ele ensina a ciência e consolida a educação tida em casa. Entretanto, em casa, nada ensinam! Esses putos aprendem na rua o Abc da Moral, da ética e outros abecedários sem obedecer a seqüência, colocando o F e depois U , M, A e tantas «desaprendizagens». Onde estão os pais quando essa juventude pinta os pulmões com pincéis que passam de parede em parede até sobrar a beata das suas vidas? Não sentem o cheiro da tinta ou precisam de olhos para sentir? Onde estão os pais quando os jovens acariciam os nossos olfactos nos «my loves» com aromas dos “boss's« das suas mentes e os »soldados" que defendem a pátria da embriaguez? Aliás, às vezes, essa degradação social é financiada pelos próprios pais. Coitados, nem sabem como! Mas eu sei: quando lhes são pedidos dinheiros e não interrogam os seus destinos, não desconfiam, não fazem acompanhamento de nada, alegando crise de 1929, mas com duas diferenças: esta é de tempo e só afeta algumas pessoas! Os meios de informação andam ocupados com informação sobre os recursos minerais e outras programações que só têm como vantagem a audiência. E, quem vai explorar esses recursos se esses putos exploram a juventude sem se importar com a ciência? Só querem diplomas com notas altas e baixa competência. Culpados são vocês que pensam que a nota é o reflexo de saber fazer. Eles aproveitam-se desse critério. Como obtém essas notas? Só eles e os professores sabem melhor. Por outro lado, aqueles que produzem tais coisas, cadê, o que dizem? O que fazem senão aumentar o PIB do país e a taxa de mortalidade, mendicidade, analfabetismo, etc? Se eu soubesse, eu segredaria nem que corresse o risco de sair da platéia da vida. Mas com toda sinceridade de uma criança virgem dos males desse mundo, caros leitores, eu não sei. A única coisa que sei e aprendi quando eu pousei na juventude com os mais velhos antigos: Quem se interessa, quem ama se dá tempo! Portanto, os pais devem se interessar mais em educar os seus filhos para gerar tempo, métodos ideais assim como os órgãos de informação devem ser mais eficazes na sensibilização dos jovens. Por último, a sociedade e os profissionais devem, também, participar na reanimação da juventude...

Cidadã burundesa assassinada no Município da Matola

Um cidadã de nacionalidade burundesa foi assassinada na noite deste domingo (15) por desconhecidos no bairro de Boquisso, no Município da Matola, na Província de Maputo. Testemunhas relataram que o crime terá acontecido cerca das 21 horas quando a fina
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Cidadã burundesa assassinada no Município da Matola

Um cidadã de nacionalidade burundesa foi assassinada na noite deste domingo (15) por desconhecidos no bairro de Boquisso, no Município da Matola, na Província de Maputo. Testemunhas relataram que o crime terá acontecido cerca das 21 horas quando a finada regressava a sua residência, após ter saído para pagar a renda da sua casa. O corpo, descoberto na manhã desta segunda-feira pelos vizinhos, apresentava sinais de esfaqueamento no abdómen e ferimentos na cabeça. Os residentes do bairro de Boquisso apontaram a fraca iluminação pública e a ausência de patrulha policial como factores que propiciam a acção de meliantes muitos deles jovens desempregados das redondezas.

Início da época chuvosa 2019 – 2020 “de chuvas normais” em Moçambique

Em Outubro uma nova época chuvosa inicia em Moçambique, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê que a ocorrência de chuvas normais, nos primeiros três meses, “com tendência para acima do normal nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Man
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Início da época chuvosa 2019 – 2020 “de chuvas normais” em Moçambique

Em Outubro uma nova época chuvosa inicia em Moçambique, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê que a ocorrência de chuvas normais, nos primeiros três meses, “com tendência para acima do normal nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Manica e Sofala, sul da província da Zambézia e grande extensão da província de Tete”. De acordo com o INAM os meses de Outubro, Novembro e Dezembro serão caracterizados por “chuvas normais com tendência para abaixo do normal: em toda a extensão das províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa, e os distritos a norte da província da Zambézia”. Para os distritos da parte central da província da Zambézia e a parte sul da província de Tete a previsão é de chuvas normais enquanto nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Manica e Sofala, sul da província da Zambézia e grande extensão da província de Tete as chuvas serão “normais com tendência para acima do normal”. A previsão para próxima época chuvosa, divulgada durante o 6º Fórum Nacional de Antevisão Climática que decorreu semana passada em Maputo, indica que em Janeiro, Fevereiro e Março de 2020 o nosso país deverá registar “chuvas normais com tendência para acima do normal nos distritos da parte leste-a-sul de Tete, as províncias de Niassa, Cabo Delgado, Zambézia, grande extensão de Sofala, e os distritos a leste da Província de Manica”. Nos distritos a norte de Cabo Delgado, centro-a-oeste de Tete, a faixa ocidental de Manica a precipitação será normal enquanto nos distritos a sul de Manica e Sofala, as províncias de Inhambane, Gaza e Maputo as chuvas deverão ser “normais com tendência para abaixo do normal”, portanto a situação de seca e escassez de água deverá manter-se.

Flexibilização de reservas obrigatórias “vai libertar um pouco mais liquidez para aplicar ...

O Banco de Moçambique (BM) flexibilizou a forma de constituição de reservas obrigatórias pelos bancos comerciais. Para administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, “é uma notícia bem vinda pelos bancos porque vai libertar um pouco mais liq
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Flexibilização de reservas obrigatórias “vai libertar um pouco mais liquidez para aplicar ...

O Banco de Moçambique (BM) flexibilizou a forma de constituição de reservas obrigatórias pelos bancos comerciais. Para administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, “é uma notícia bem vinda pelos bancos porque vai libertar um pouco mais liquidez para aplicar em créditos para os nossos clientes”. Dados mais recentes do banco central indicam que o “crédito ao sector privado mantém um crescimento positivo mas ainda baixo perante acções de reestruturação da carteira de empréstimos e a contínua contracção da componente em moeda externa”. “A evolução mais recente dos agregados monetários e financeiros impõe a actualização da forma de constituição de reservas obrigatórias, de modo a conferir maior flexibilidade à gestão de liquidez das instituições de crédito abrangidas”, divulgou o BM através do Aviso 8/GBM/2019 de 8 de Agosto. Entrevistado pelo @Verdade o administrador delegado do Standard Bank comentou esta revisão do banco central: “é uma notícia bem vinda pelos bancos porque vai libertar um pouco mais liquidez para aplicar em créditos para os nossos clientes”. “Não esquece que em termos de crédito existe a parte da demanda, não depende só do banco querer e poder emprestar mais, em princípio a revisão do coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional implica que haver mais liquidez para aplicar nos clientes dos bancos”, explicou ainda Chuma Nwokocha. Questionado pelo @Verdade sobre o alto custo do dinheiro nos bancos comerciais administrador delegado do Standard Bank disse que o “prémio de custo já foi revisto” e, sem indicar taxas específicas deu a entender que os spreads da instituição financeira que dirige estão abaixo do que é oficialmente divulgado. Entretanto, um outro banqueiro, Manuel Soares, Administrador do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), alertou em Maio, durante um encontro com empresários Confederação das Associações Económicas, “que o facto de existir uma elevada liquidez não significa que o sistema financeiro aumente o crédito a economia”. Soares explicou que devido as Normas Internacionais de Relato Financeiro os bancos passaram a ter que “ser mais exigentes”, indicando como exemplo que uma empresa com capital social de 20 mil Meticais não pode receber um crédito de 60 milhões, “podemos dizer que o empresário tem património, que as suas contas a ordem tem bons saldos mas a realidade é que eu não estou a conceder crédito as contas estou a conceder pela análise da sua empresa”. Crédito mal parado reduziu de 11,7 por cento, em Maio, para 10,6 por cento, em Junho Os dados mais recentes do Banco de Moçambique indicam que o “crédito ao sector privado mantém um crescimento positivo mas ainda baixo perante acções de reestruturação da carteira de empréstimos e a contínua contracção da componente em moeda externa. Em termos mensais, após cinco meses consecutivos de crescimento positivo, em Junho, o crédito reduziu em 0,7 por cento, para 2,2 por cento, a reflectir, essencialmente, a redução da carteira de crédito das instituições públicas não financeiras”. “A decomposição do crédito mostra que a componente em moeda nacional é a que tem estado a contribuir para o aumento do agregado total, tendo crescido 8,2 por cento, em termos anuais, num cenário em que os empréstimos em moeda estrangeira contraíram em 19,2 por cento, em termos anuais”, indica o relatório de Conjuntura Económica e Perspectivas de Inflação de Agosto. O documento do banco central mostra que, “em Junho, a redução mensal do agregado total foi determinada pelo decréscimo da dívida das empresas públicas não financeiras e do sector privado, com impacto na melhoria do indicador de crédito mal parado que decresceu de 11,7 por cento, em Maio, para 10,6 por cento, em Junho”.

Paridade do género nos Lugares de Decisão em Moçambique piorou com Nyusi

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que a paridade do género nos Lugares de Decisão em Moçambique piorou durante o primeiro mandato de Filipe Nyusi. “No geral há disparidade entre os funcionários e agentes do Estado em cargos governativo
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Paridade do género nos Lugares de Decisão em Moçambique piorou com Nyusi

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que a paridade do género nos Lugares de Decisão em Moçambique piorou durante o primeiro mandato de Filipe Nyusi. “No geral há disparidade entre os funcionários e agentes do Estado em cargos governativos, de direcção, chefia e confiança”, o Índice de Paridade de Género (IPG) passou de 100 funcionários do sexo masculino para 53 do sexo feminino em 2015 para 50 mulheres em 2017. Verónica Macamo, Margarida Talapa, Ivone Soares, Vitória Diogo, Nazira Abdula são algumas das mulheres mais poderosas de Moçambique pelos cargos que ocupam nos órgãos do Estado e no Governo no entanto, e apesar do discurso oficial apregoar a paridade do género o apurou que alcançar a igualdade está cada vez mais longe, “nos órgão de tomada de decisão as mulheres têm uma representatividade inferior em a relação a homens”. Num documento intitulado “Mulheres e homens 2018” o Instituto Nacional de Estatística apurou que embora o número de funcionários tenha aumentado em 11 por cento, de 10 641 em 2015 para 11 838 em 2017, a maioria continuam a ser do sexo masculino, 65 por cento. O Índice de Paridade de Género compilado pelo INE “mostra que no geral há disparidade entre os funcionários e agentes do Estado em cargos governativos, de direcção, chefia e confiança, sendo 100 funcionários do sexo masculino para 53 do sexo feminino em 2015 e 50 em 2017”. No Governo de Filipe Nyusi a maioria das mulheres ocupam o cargo de vice-ministros “com maior representatividade do sexo feminino em relação aos outros com IPG de 0,80, seguindo os deputados com 0,64”. “Com a excepção do cargo ”Funcionários e Agentes de Estado que exercem cargos de confiança” com o Índice de Paridade de Género de 1,44 e 1,46 para 2015 e 2017, os restantes cargos são constituídos na maioria por indivíduos do sexo masculino, com maior disparidade em cargos de “Dirigentes e quadros de direcção e chefia a nível distrital” e “Funcionário e Agentes de Estado com cargos governativos” com Índice de Paridade de Género de 0,33 e 0,44, respectivamente, em 2017”, refere o documento que estamos a citar. Moçambique longe de alcançar Objectivo de Desenvolvimento Sustentável nº5 O INE indica ainda que “Há disparidade dos funcionários e agentes do estado em todas províncias a favor de funcionários do sexo masculino, com excepção de Maputo Cidade que embora com tendência a equilibrar o género em 2015, registou 104 do sexo feminino para 100 de masculino. As províncias da região Norte incluindo Manica, registaram maior disparidade a favor de funcionários do sexo masculino, cujos índices são abaixo de 60”. Estes dados mostram que Moçambique está cada vez mais longe de alcançar o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas número 5 que preconiza: “Garantir a participação plena e efectiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, económica e pública”. Estes números desmentem a promessa do Presidente Filipe Nyusi que a propósito das comemorações do Dia da Mulher Moçambicana disse ser “o momento em que reafirmamos o nosso compromisso colectivo de que a mulher camponesa, operária, funcionária, estudante, mulher nas Forças de Defesa e Segurança, empregada doméstica, a mulher desempregada é nossa parceira estratégica no processo de desenvolvimento do país, por isso, é imperioso que ela faça parte deste mesmo processo”. Nyusi apregoou ainda a “necessidade de empregarmos metodologias e tecnologias cada vez mais criativas e inovadoras para acelerarmos o passo rumo à igualdade de género verdadeira”.

Chefe dos observadores da UE avisa “eleições democráticas não podem ser reféns de ...

A União Europeia, único Parceiro que comparticipou no custo das Eleições Gerais de 15 de Outubro, colocou desde o passado sábado os seus observadores em todas províncias de Moçambique. O chefe da Missão, o eurodeputado Nacho Sánchez Amor, avisou: “
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Chefe dos observadores da UE avisa “eleições democráticas não podem ser reféns de ...

A União Europeia, único Parceiro que comparticipou no custo das Eleições Gerais de 15 de Outubro, colocou desde o passado sábado os seus observadores em todas províncias de Moçambique. O chefe da Missão, o eurodeputado Nacho Sánchez Amor, avisou: “As eleições são um direito dos cidadãos, são um direito do povo, não são uma propriedade dos partidos políticos e as eleições democráticas não podem ser reféns de nenhum agenda política e partidária”. Começou neste sábado (14) em Maputo o trabalho de 150 observadores eleitorais provenientes dos 28 países da União Europeia e ainda da Suíça, Noruega e do Canada que se propõem a visitar 1000 a 1200 das 20.570 assembleias de voto que serão instaladas para a realização das sextas eleições Presidenciais e Legislativas e primeiras Provinciais no nosso país. “Dará material suficiente, de acordo com os nossos dados estatísticos, para tirar conclusões aqui, é o sistema internacional de observação”, explicou a jornalistas Nacho Sánchez Amor. Confrontado com o aviso do maior partido de oposição que o resultado das eleições ditará o futuro do recente Acordo de Paz e Reconciliação, assinado com o Governo para pôr termo a terceira guerra civil em Moçambique, o chefe da Missão enfatizou: “Eu creio que se calhar não é bom que a questão eleitoral tenha sido introduzida na agenda política. As eleições são um direito dos cidadãos, são um direito do povo, não são uma propriedade dos partidos políticos e as eleições democráticas não podem ser reféns de nenhum agenda política e partidária”. Nacho Sánchez Amor disse ainda que a Missão está a par da inscrição de eleitores inexistentes na Província de Gaza, Círculo eleitoral que tradicionalmente vota massivamente no partido Frelimo, “sabemos que parte do processo tem que ser apurado pela Procuradoria-Geral da República e pensamos que é muito importante para a gerar confiança que a decisão de todas autoridades envolvidas seja atempada e de resposta a inquietude geral da sociedade”. O eurodeputado espanhol revelou ainda que as recomendações da Missões da União Europeia a anteriores processos eleitorais em Moçambique tem sido acolhidas. “Uma das recomendações era facilitar o acesso dos partidos políticos e dos candidatos envolvidos nas eleições aos tribunais retirando a impugnação prévia que era um trâmite, que foi retirado, não só foi acolhida pelos órgãos eleitorais mas foi acolhida pelo Parlamento do país que mudou a lei eleitoral”. A União Europeia é o único Parceiro de Cooperação de Moçambique que comparticipou, com 8 milhões de euros, no financiamento das eleições onde quatro candidatos disputam a Presidência de Moçambique, 24 partidos e duas coligações de formações políticas concorrem aos 250 assentos do Parlamento e, pela primeira vez, serão eleitos os Governadores das dez províncias.

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