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O responsável considera que a localização do país, por si só, não é suficiente para garantir benefícios económicos.“Durante décadas, temos afirmado com razão que Cabo Verde possui uma posição geográfica privilegiada. Mas isso já não basta.Novo PCA da Enapor quer posicionar Cabo Verde como plataforma logística regional
O responsável considera que a localização do país, por si só, não é suficiente para garantir benefícios económicos.“Durante décadas, temos afirmado com razão que Cabo Verde possui uma posição geográfica privilegiada. Mas isso já não basta. A pergunta que hoje devemos colocar é mais do que exigente. Quanto vale economicamente a posição geográfica de Cabo Verde? Porque geografia sem estratégia é apenas localização. Geografia sem infraestruturas é apenas mapa. Geografia sem conectividade é distância. Geografia sem competitividade não cria riqueza. O nosso grande desafio consiste, portanto, em transformar a extraordinária posição geográfica de Cabo Verde em posição logística, vantagem competitiva, investimento, negócios e emprego”, assegura.Para o novo PCA da ENAPOR, o principal desafio passa precisamente por transformar essa localização estratégica em capacidade logística e vantagem competitiva para o país.“Esta localização oferece possibilidades, mas possibilidade só se transforma em oportunidade quando existe capacidade para aproveitar. Cabo Verde tem, por isso, de aspirar a mais e olhar para os portos não apenas como infraestruturas nacionais, mas como investimento de uma estratégia regional e internacional. Pretendemos trabalhar continuamente com o Governo na identificação de um parceiro estratégico internacional que possa contribuir com escala, investimento, tecnologia, conhecimento, redes comerciais e capacidade de atracção de operadores e navios para os portos”, afirma.Hamir Inocêncio defende que o arquipélago deve ambicionar “assumir, de forma progressiva, funções de rede logística e de distribuição na África Ocidental”.“Explorando complementaridades com os portos da sub-região e transformando a nossa inserção regional numa verdadeira oportunidade económica (…) A logística internacional escolhe os seus portos pela eficiência, custo, rapidez, segurança e confiança. Não basta a Cabo Verde estar bem localizada no mapa. Cabo Verde tem de tornar-se útil, competitiva e necessária nas rotas”, sustenta.Entre as prioridades estão também a modernização das infraestruturas, a transformação digital, a redução dos custos logísticos e o aumento da produtividade.O novo Conselho de Administração da ENAPOR é constituído por Hamir Inocêncio, que substituiu Ireneu Camacho nas funções de presidente, e por Aleida Sofia Delgado Lima Moreno e Carlos Alberto Alves Delgado, que integram a equipa como administradores executivos.A cerimónia foi presidida pelo ministro do Mar e dos Transportes, João do Carmo Soares, que defende uma liderança “visionária e tecnicamente competente” para responder aos novos desafios dos portos e do transporte marítimo.“Vivemos numa era de mudança acelerada, em que a excelência portuária depende cada vez mais da eficiência profissional, da modernização das infraestruturas e equipamentos, digitalização dos processos e da evolução para modelos de smartports”, indica.João do Carmo defende a “continuidade” dos investimentos na modernização do sistema portuário nacional, com o objectivo de “reforçar a eficiência logística e a gestão da cadeia de abastecimento, aumentar a produtividade e promover a inovação”. Read more











